sexta-feira, janeiro 13, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Espermateca



 O que é uma Espermateca ? 

   Espermateca é uma coleção cientifica de sementes, uma coleção usada como referência. 

  Estas coleções constituem instrumentos essenciais a investigação científica nas áreas da biologia, paleobotânica e botânica forense, para identificação rigorosa de frutos e sementes.


Fonte: Museu Nacional de História Natural e da Ciência-Universidade de Lisboa



Fonte: HUPG by Micheli Gabardo 

Referências 

Acervo HUPG- Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa. http://aulasdebotanica.blogspot.com/p/hupg.html

Museu Nacional de História Natural e da Ciencia , Universidade de Lisboa-http://www.mnhn.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1391433&_dad=portal&_schema=PORTAL, Acesso em 12/12/2011.

domingo, janeiro 08, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Xiloteca




O que é uma Xiloteca ?


      Uma xiloteca é uma coleção de amostras de madeira identificadas quanto à espécie a que pertencem e devidamente ordenadas e catalogadas. 

        Esta denominação deriva do termo “xilema”, tecido constituinte da madeira. 
     As xilotecas permitem realizar o estudo de características anatômicas, físicas e mecânicas das madeiras, que podem ser importantes na definição dos seus usos potenciais. 

     A estrutura anatômica da madeira contribui significativamente para o reconhecimento de árvores e arbustos para fins de pesquisas taxonômicas ou filogenéticas, principalmente quando o material reprodutivo (flores e/ou frutos) é ausente ou escasso. Neste contexto, as xilotecas representam uma importante fonte de informação para o pesquisador, fornecendo possiblidades de identificação e resgate de dados sobre procedência, coletores etc. 

     Essas coleções são úteis em áreas onde se torna necessário a identificação de madeiras por comparação, como: 

· nomeadamente na arqueologia, 

· na indústria madeireira, 

· no restauro, 

· em análises forenses, entre outras.


Vista do interior da Xiloteca "Manuel Soler" (1999)

Alguns exemplares presentes no HUPG 
Fonte: HUPG by Micheli Gabardo.


Referências

Acervo HUPG- Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa. 

Instituto de pesquisas Jardim botânico do Rio de Janeiro-http://www.jbrj.gov.br/colecoes/xiloteca/index.htm, Acesso em: 12/12/2011 

Jardim botânico tropical- http://www2.iict.pt/jbt/?idc=207&idi=11905, Acesso em: 10/12/2011 

Xiloteca Manuel Soler - http://www.xiloteca.com/presentacion.asp?Lang=PT, Acesso em: 12/12/2011

sábado, janeiro 07, 2012 0 comentários By: Lorena Benck

Partes do Fruto

     O fruto, para efeito de descrição, pode ser dividido em pericarpo que constitui a parede do fruto e pode ser carnoso com alto teor de água, semi-carnoso ou seco (peri: ao redor; carpo: fruto); e semente. O pericarpo pode ser subdividido em epicarpo ou exocarpo, mesocarpo e endocarpo, regiões difíceis de serem delimitadas morfologicamente, mas definidas claramente mediante análise microscópica de seus tecidos. (Souza, 2003).

     Classificação segundo Vidal & Vidal (2007):

- Epicarpo: camada mais externa proveniente da epiderme externa da parede ovariana;

- Mesocarpo: camada intermediária proveniente do mesófilo carpelar. Quase sempre de grande espessura, podendo ou não acumular reservas nos frutos carnosos ou secos, respectivamente; em geral, é a parte comestível;

- Endocarpo: camada mais interna proveniente da epiderme interna da parede ovariana que se acha contato com as sementes. Quando lenhificado constitui o caroço (nas drupas), podendo ser a parte comestível, como a laranja.

     Segundo a classificação de Souza (2003), adotando-se o fruto de origem ovariana da flor, desse modo, o epicarpo ou exocarpo origina-se da epiderme externa ovariana, o mesocarpo é composto de tecidos originados do mesofilo e o endocarpo é constituído de um ou mais tecidos provenientes da epiderme interna do ovário, recebe as seguintes classificações:

- Epicarpo ou exocarpo: é originado da epiderme do ovário, constituído por epiderme unisseriada, pilosa e estomatífera. As células dessa epiderme podem ser poliédricas, com paredes periclinais externas espessas ou delgadas e eventualmente impregnadas por lignina. Pode apresentar pêlos tectores ou glândulares, uni ou pluricelulares. Podem ocorrer também complexos estomáticos paracíticos, anomocíticos, actinocíticos, anisociticos e ciclocíticos.

- Mesocarpo: provém do mesofilo do ovário, apresenta constituição histológica muito variável. Pode ser apenas parenquimático, como em bagas, ou de natureza parenquimática, colenquimática e/ou esclerenquimática. O esclerênquima mesocárpico pode apresentar-se organizado como hipoderme, na qual ocorrem esclereídes, ou como tecido localizado mais internamente, contíguo à cavidade seminal, constituído por fibras septadas ou não e/ou esclereídes.

Endocarpo: origina-se apenas da epiderme interna do ovário, que pode manter-se unisseriada durante toda a diferenciação do fruto. Nas espécies das famílias Fabaceae e Rutaceae, a epiderme interna ovariana pode sofrer divisões celulares periclinais, transformando-se em meristema ventral, podendo formar endocarpo plurisseriado, esclerenquimático e epidérmico piloso. O endocarpo pode compreender outros tecidos de origem diversa e, neste caso, assim como o mesocarpo, também possui composição variável de tecidos. Pode ser representado por epiderme unisseriada ou plurisseriada, somente esclerênquima - fibras e macrosclereídes, ou esclerênquima e parênquima. O endocarpo, quando não esclerenquimático, uni ou plurisseriado, pode apresentar pêlos uni ou pluricelulares na região da cavidade onde se aloja a semente.


Fontes:
SOUZA, L. A. Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântulas. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2003. 259p.il.

VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il. 
http://www.anatomiavegetal.ib.ufu.br/pdf-recursos-didaticos/morfvegetalorgaFRUTO.pdf
sábado, dezembro 31, 2011 0 comentários By: Lorena Benck

FRUTOS - Definição, desenvolvimento e função .

     Font Quer (1953), define como sendo o ovário desenvolvido de uma flor com ou sem sementes em seu interior, ocorrendo unicamente nas angiospermas. 

     O fruto pode originar-se de um ovário ou vários ovários desenvolvidos e em estado de maturação, podendo se agregar a ele outras partes da flor ou mesmo de inflorescência (Souza, 2009). 

     Após a fecundação dos óvulos no interior do ovário, inicia-se o crescimento, acompanhado de uma modificação de seus tecidos provocada pela influência de hormônios vegetais, que interferem na estrutura, consistência, cores e sabores, dando origem ao fruto. 

     De acordo com Vidal & Vidal (2007), a finalidade biológica do fruto é ser um envoltório protetor para a semente, ao mesmo tempo em que assegura a propagação e perpetuação das espécies. Adquirem cores chamativas e aromas agradáveis para atrair animais que irão despejar as suas sementes a maior ou menor distância. Quando frutos secos, sofrem diferentes processos de abertura que permitem a libertação das suas sementes. 

     Podem apresentam configurações morfológicas que lhes permitem participar ativamente na disseminação das sementes, como espinhos, ganchos e outras excrescências que facilmente aderem aos corpos dos animais ou apresentam-se plumosos ou leves que são transportados pelo vento. 

     Os frutos têm grandes variações estruturais. Elas, por sua vez, dependem da natureza ou das variações que existem na organização do gineceu das flores. Mais ainda, muitas vezes o fruto não é formado unicamente pelo ovário da flor, visto que outras peças podem estar representadas nos frutos, tais como: pedúnculo, receptáculo, cálice e brácteas.


Fontes:
FONT QUER, P. Diccionario de Botánica. Barcelona: Ed. Labor, 1953. 1244p. il.
SOUZA, L. A. Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântulas.Ponta Grossa: Editora UEPG, 2003. 259p.il.
VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il.
sexta-feira, dezembro 30, 2011 0 comentários By: Micheli Gabardo

Carpoteca


 O que é uma carpoteca?

     Carpoteca é uma coleção científica de frutos, que por serem grandes ou de consistência lenhosa ou carnosa não é viável seu armazenamento junto da exsicata correspondente; um exemplo de frutos grandes e pesados são os da família Lecythidaceae, que, se armazenados no armário de exsicatas, podem danificá-las.(Potiguara et al, 2001).

     A montagem de uma carpoteca inclui a coleta e armazenamento de frutos de consistência seca e carnosa, porém esses devem ser armazenados de maneira adequada, descrita em metodologia. A existência de uma carpoteca é imprescindível para pesquisas e estudos, servindo como ferramenta para taxonomistas, sistematas e estudantes em geral, pois o fruto pode ser a parte do material que difere uma espécie de outra. (Potiguara et al , 2001).

     O objetivo principal de se construir uma carpoteca é identificar espécies coletadas, através de comparação com o acervo presente na coleção.



Carpoteca HUPG 
Fonte: HUPG by Micheli Gabardo. 



Referencias 

Acervo HUPG, Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa. http://aulasdebotanica.blogspot.com/p/hupg.html

Giardino della Flora Appenninica di capracotta- http://www.giardinocapracotta.unimol.it/insitu.html , Acesso em 13/12/2011. 

Herbário UFP-http://www.ufpe.br/herbarioufp/carpoteca.html, Acesso em 11/12/2011.

Jardim botanico do rio de janeiro-http://www.jbrj.gov.br/colecoes/herbario/index.html, Acesso em 12/12/2011. 

POTIGUARA, R. C.V. et al.Carpoteca: a coleção de frutos Paulo Bezerra Cavalcante- Minas Gerais. 2001. 

SOUSA, R. de C.; ESTEVES, R.; PASTORE, J. A. Carpoteca do Herbário D. Bento Pickel: organização e incremento.














sábado, dezembro 24, 2011 0 comentários By: Lorena Benck

Dormência em Sementes

     Quando uma semente, logo que se desprende da planta-mãe, está apta e não apresenta nenhuma restrição intrínseca ou extrínseca à germinação é classificada como sendo uma semente quiescente, mas quando encontra alguma barreira a esta germinação, mesmo em condições favoráveis, são consideradas dormentes e podem necessitar de algum tratamento especial para germinar. 

     Para Bewley & Black (1994), a dormência é um fenômeno intrínseco da semente, funcionando como mecanismo natural de resistência a fatores adversos do meio, podendo manifestar-se de três formas: dormência imposta pelo tegumento, dormência embrionária e dormência devido ao desequilíbrio entre substâncias promotoras e inibidoras da germinação.

     Na natureza é um recurso usado pelas plantas produtoras de sementes para perpetuação de suas espécies, já que o fenômeno da dormência impede que todas as sementes germinem na mesma época, aumentando sua chance de sobrevivência e diminuindo o risco de extinção da espécie (Carvalho & Nakagawa, 1983). 

     Segundo Kerbauy (2004), a dormência é geralmente classificada como:


1) Primária ou inata: quando já se encontra instalada na semente ao final da maturação, ainda na planta-mãe;


2) Secundária ou induzida: quando ocorre em sementes maduras, instalando-se após o desligamento da semente da planta-mãe. Surge quando a semente encontra uma situação de estresse ambiental, como, por exemplo, baixos níveis de oxigênio, temperaturas extremas, baixos potenciais hídricos, teores elevados de CO2 ou luz rica em vermelho extremo. Assim, uma semente quiescente pode se tomar dormente, e vice-versa, dependendo, respectivamente, de fatores ambientais de indução e "quebra" de dormência.

     E, existem os seguintes tipos de dormência (Kerbauy, 2004):


1) Embrionária ou endógena: quando os fatores de restrição da germinação estão associados ao próprio embrião, podendo envolver desde o desenvolvimento incompleto (dormência morfológica) ou a presença de inibidores, como o ABA e a cumarina (dormência fisiológica);


2) Extra-embrionária ou exógena: quando associada aos tecidos adjacentes ao embrião ou à semente (endosperma, tegumento, endocarpo, pericarpo, brácteas etc.), envolvendo diversos mecanismos, tais como impermeabilidade (dormência física), inibidores (dormência química) ou restrição mecânica (dormência mecânica).

     Para se quebrar a dormência, a semente deve sofrer a ação de um fator ambiental e/ou metabólico (fatores externos e internos), Souza (2009) apresenta alguns métodos de superação de dormência apresentados a seguir:


1) Agentes mecânicos: consiste da remoção total ou parcial do revestimento protetor, para facilitar a entrada de água (embebição), trocas gasosas, entrada de luz, à saída de inibidores endógenos ou, impedir o fornecimento de inibidores para o embrião. Feito através da impactação, escarificação mecânica e escarificação química.


2) Temperatura: quebra da dormência através da exposição a baixas e altas temperaturas, este efeito é chamado de estratificação.


3) Lixiviação: compreende o efeito físico da água como agente de lavagem (lixiviação) de inibidores de crescimento presentes nas sementes, permitindo a remoção da dormência.


4) Luz: alguns comprimentos de ondas da luz produzem efeitos na germinação de algumas sementes. A luz é absorvida por um pigmento denominado fitocromo, que, dependendo do comprimento de onda da luz que ele absorve converte-se em duas formas, fitocromo vermelho (Fv) sendo a forma inativa, e fitocromo vermelho extremo (Fve) a forma ativa que induz a germinação na maior parte das sementes. Sementes fotoblásticas positivas, na presença de comprimento de onda de 660 nanômetros convertem Fv à Fve e a germinação ocorre na presença de luz. Quando da conversão de Fve à Fv no comprimento de onda de 730 nanômetros, a germinação ocorre no escuro e a semente é denominada fotoblástica negativa.


5) Agentes químicos e reguladores de crescimento: utilização de agentes químicos como, ácidos para romper a testa ou tegumento duro da semente, ou ainda, hipoclorito de sódio, ácido nítrico, nitrato de potássio, etanol e água oxigenada. E como reguladores de crescimento as giberelinas, citocininas e o etileno são os mais relacionados à quebra de dormência.

Fontes:
BEWLEY, J. D.; BLACK, M. Seeds: physiology of development and germination. 2. ed. New York: Plenum, 1994. 445 p.

CARVALHO, N. M. & NAKAGAWA, J. Sementes: ciência, tecnologia e produção. Campinas, Fundação Cargill, 1983, 429p.

KERBAUY, G. B. Fisiologia Vegetal. São Paulo, Ed. Guanabara Koogan, 2004. 439p.

SOUZA, L. A. Sementes e Plântulas – germinação, estrutura e adaptação. Ponta Grossa, Ed. TODAPALAVRA, 2009. 280 p.il.
sexta-feira, dezembro 23, 2011 0 comentários By: Micheli Gabardo

Exsicata mais antiga - HUPG





EXSICATA MAIS ANTIGA DO ACERVO 


     A mais antiga exsicata presente no acervo do Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa(HUPG), é uma doação feita pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), a exsicata foi coletada por Amalie Dietrich s.n., datando (1863- 1872), a planta foi coletada na Australien: Queensland Brisbane river, sendo classificada como sendo da Família Leguminosoidae , subfamília Mimosoideae, Nome científico: Acacia fimbriata A. Cunn & G. Don.










Fonte: HUPG by Micheli Gabardo.





Image by: Greig, D.
Locality: Unknown
Licence: http://www.anbg.gov.au/copyright.html
SOURCE: Australian Plant Image Index




Acacia fimbriata
Photographer: Fagg, M.
Taken at : RBG Mt Annan NSW
Australian Plant Image Index (APII)- Photo No. : a.9975


Referências


Acervo Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HUPG). http://aulasdebotanica.blogspot.com/p/hupg.html



Atlas of living Australia-http://bie.ala.org.au/species/urn:lsid:biodiversity.org.au:apni.taxon:297348, Acesso em 14/12/2011. 

Australian Plant Image Index-Australian National Botanic Gardens -Australian -National Herbarium-http://www.anbg.gov.au/photo/apii/id/a/9975, Acesso em 14/12/2011.