sábado, junho 30, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Informatização do HUPG




Os antigos arquivos referentes às informações sobre as exsicatas do Herbário HUPG, atualmente vêm sendo informatizadas, através de um programa específico para  herbários, esse  novo método de  arquivamento facilita o acesso às informações contidas  no herbário e  torna o procedimento de busca e pesquisa no Herbário mais rápida e cômoda.

Fonte: HUPG, by Micheli Gabardo.

Refêrencias:

Acervo HUPG- Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa.http://aulasdebotanica.blogspot.com/p/hupg.html.
Agradecimentos à Renoaldo Kaczmarech (biólogo responsável).

Imagens: HUPG, by Micheli Gabardo.
domingo, junho 24, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Organização (arquivo)

 No Herbário HUPG os  dados registrados sobre as exsicatas e demais itens da coleção presente no local, se encontram registrados em um arquivo,  o qual  funciona de A a Z e separado pelas diferentes famílias, sendo que essas fichas estão atualmente sendo revisadas e atualizadas.



Fonte: HUPG, by Micheli Gabardo.


Refêrencias:

Acervo HUPG- Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa.http://aulasdebotanica.blogspot.com/p/hupg.html.
Agradecimentos à Renoaldo Kaczmarech (biólogo responsável).

Imagens: HUPG, by Micheli Gabardo.

sexta-feira, junho 22, 2012 2 comentários By: Mônica Dubowski

Plasmodesmos

Esta postagem foi apresentada como trabalho de pesquisa de alunos da 1a. série do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UEPG- turma 2012 para a disciplina MORFOANATOMIA VEGETAL (303113).

     Os plasmodesmos são importantes vias de comunicação célula a célula, formados por estreitos filamentos de citoplasma que interligam os protoplastos de células vegetais contíguas, ou seja uma célula do lado da outra.

     Depois que os protoplastos e os plasmodesmos do corpo de uma planta vegetal estão intimamente interligados, eles constituem um contínuo denominado simplasto. Sendo assim, o transporte de substâncias de célula para célula por meio de plasmodesmos é chamado de transporte simplástico.
    Os plasmodesmos podem ser formados durante a citocinese, devido aos pedaços de retículo endoplasmático tubular que ficam presos na placa celular em formação, também pode haver formação depois da divisão celular, em paredes celulares já existentes. Os formados durante a citocinese são chamados de plasmodesmos primários, e os formados depois, de plasmodesmos secundários. Esses últimos são essenciais para a ligação de células que não foram derivadas da mesma célula-mãe (meristemática incial).
    O retículo endoplasmático de uma célula se interliga com a adjacente por meio de desmotúbulos, que são filamentos tubulosos que atravessam os plasmodesmos.
    O limite de exclusão do poro do plasmodesmo permite o livre movimento de solutos pequenos, como açúcares, aminoáciods e moléculas sinalizadoras. Já a magnitude de corrente elétrica que passa de uma célula para outra varia com a frequência ou a densidade dos plasmodesmos e com a quantidade de células entre o ponto de início do impulso de corrente elérica e onde ele foi receptado, indicando assim que os plasmodesmos podem funcionar como uma via de sinalização elétrica entre células vegetais.

Esse esquema representa de uma maneira didática de plasmodesmos em formação a partir do retículo endoplasmático

    São estruturas dinâmicas também , capazes de controlar, em vários graus, os movimentos intercelulares de pequenas moléculas. Alguns plasmodesmos podem transportar moléculas grandes, como proteínas e ácidos nucleicos, por meio de transporte ativos (dependente de energia), desempenhando assim um papel importante no crescimento e desenvolvimento da planta.
Essa imagem é uma elétromicrografia que mostra corretamente a presença dos plasmodesmos na parece celular

    Um fato interessante sobre essas estruturas mostra que os vírus se movem de célula a célula dentro da planta, via plasmodesmos.
    Como a parede celular forma uma barreira contra a entrada de vírus, muitos dele precisam de insetos vetores para serem introduzidos dentro das células vegetais. Alguns desses microorganismos permanecem inicialmente confinados às células infectadas, denominando assim uma infecção sistêmica.
    O movimentos do vírus se dão em duas etapas:
    1ª. Célula à célula (curta distância), movendo-se entre células parenquimáticas.
    2ª. Por meio de elementos condutores ou tubos crivados do floenia (longa distânicia).
    O movimentos célula à célula dos vírus ocorre através dos plasmodesmos, contudo como o tamanho efetivo dos poros é muito pequeno, permitindo a livre passagem de pequenas moléculas, os vírus codificam proteínas de movimento, que promovem o aumento do tamanho do limite de exclusão dos plamodesmos, facilitando assim a passagem dos vírus.
Esse movimento entre células, via plasmodesmos, é um processo muito lento. Em uma folha, por exemplo, o vírus se move, por dia, aproximadamente um milímetro, isso quer dizer aproximadamente 8 ou 10 células de parênquima. O movimento dos vírus acelera quando chega ao floema, chegando a 1 centímetro por dia.    Uma vez no floema esses microorganismos se movem para regiões de crescimento (os ápices caulinares e radiculares) e órgãos de reserva, como rizomas e tubérculos, onde entram novamente em células do parênquima adjacente ao floema.
   Os vírus que dependem do floema para o sucesso da extensão da doença, como o do amarelecimento da beterraba, são injetados pelos vetores diretamente no floema.
Essa imagem mostra as consequências do Amarelecimento da Beterraba
  1. Referências virtuais

1. Imagem dos efeitos do vírus do amarelecimento da beterraba, disponível em:
http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/bitstream/handle/mec/11786/virus%20da%20beterraba.jpg?sequence=1 (acessado em: 13.04.2012 – 12:10)
2. Imagem eletrônica dos plamodesmos, disponível em:
http://web.educastur.princast.es/proyectos/biogeo_ov/2BCH/B2_CELULA/t24_SIS_MEMB/diapositivas/Diapositiva39.JPG (acessado em: 13.04.2012 – 12:00)
3.Hipertextos del Área de la Biología, disponível em: http://www.biologia.edu.ar/cel_euca/la_membrana_celular.htm ( acessado em: 13.04.2012 – 12:19)

  2 .Referências impressas
1. SOUZA, Luiz Antonio de, Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântula. 1. ed. Rev. Amp. Luiz Antonio de Souza; ilustrações Rosa Maciel da Rosa. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2009.
2.RAVEN, Peter H.; EVERT, Ray F.; EICHHORN, Susan E., Biologia Vegetal. Rio de

Parede celular primária


Grupo: Ana Paula de Melo; Beatriz de Almeida; Erika Gorte Osternack; Sandro Coloda.

A parede celular é o que difere a célula vegetal da célula animal, pois somente as células dos vegetais possuem parede celular feita de celulose   (fórmula imprírica C6H10O5), cuja  função primordial é conferir resistência e proteção ao conteúdo celular. De modo geral, as células maduras tem somente paredes primárias. Essas células são capazes de perder sua forma especializada em um determinado processo metabólico como fotossíntese, secreção, armazenamento de nutrientes, para  diferenciar- se em um novo tipo de célula, ou seja, tem totipotência.
Há três camadas na parede celular primária que consiste basicamente de pectinas ácidas ,  celulose e hemicelulose.A molécula de celulose é uma cadeia linear de glicose (C6H10O6) . Durante a formação da placa celular, elementos tubulares do retículo endoplasmático ficam retidos entre as vesículas que estão se fundido,  originando os futuros plasmodesmas (continuidades protoplasmáticas entre células vizinhas). A medida que acontece a deposição da parede primária, nestas regiões que contem os plasmodesmas, geralmente, se formam pequenas depressões,resultado de uma menor deposição de parede primária,conhecidas como campos de pontoações primárias ou campos de pontoações primordiais.

Imagem de células de paredes primárias, cheias de cloroplastos, da folha de Sansevieria triasciata, - secção transversal. (http://www.anatomiavegetal.ibilce.unesp.br/cursos/morfologiavegetal/aulas/celula-vegetal.php)

Células parenquimáticas com parede celular primária, da nervura foliar de Diffenbachia amoena, com ráfides, drusas e espaços intercelulares – secção transversal.

Esquema demonstrando a localização da parede celular primária (amarela) e secundária (laranja) em relação à lamela média linha  ((http://www.prof2000.pt/users/biologia/organelos.htm)

Curiosidades:

As células com apenas paredes primárias é que estão envolvidas na cicatrização de ferimentos e regeneração na planta. (RAVEN,2006)

Nas plantas vasculares, somente os gametas e as primeiras células resultantes da divisão do zigoto, não apresentam parede celular (RAVEN, 2006).

             REFERÊNCIAS:

RAVEN, Peter H.p 60. Biologia Vegetal.
NULTSCH, Wilhelm. p 105,106. Botânica Geral.










quarta-feira, junho 20, 2012 2 comentários By: Anônimo

Leguminosae Caesalpinioidae


Leguminosae Caesalpinioidae

Apuleia ferrea. (Jucá, pau-ferro-do-ceará, Jucaina).
O Pau-Ferro é uma planta medicinal, o caule principalmente, é usado para problemas gástricos. E a sua casca é utilizada também para asma e bronquite. E as folhas, ela é utilizada externamente para o tratamento de hemorróidas.
O pau-ferro é um árvore perenifólia a semi-decídua, nativa da mata atlântica, ocorrendo do sudeste ao nordeste do Brasil, nas florestas pluviais de encosta atlântica. A copa é arredondada e ampla, com cerca de 6 a 12 metros de diâmetro. O porte é imponente, atingindo de 20 a 30 metros de altura. O tronco apresenta 50 a 80 cm de diâmetro. As folhas são compostas bipinadas, com folíolos elípticos de cor verde-escura. A floração ocorre no verão e outono. As flores são amarelas, pequenas, e de importância ornamental secundária. Os frutos são vagens duras que amadurecem no inverno.
Fonte:http://www.rosesementes.com.br/site/produtos/produtos_int.php?PROD1_COD=152

Senna multijuga (acácia, aleluia, amarelinho).
Espécie caducifólia, arvoreta a árvore, com 2 a 10 m de altura e 20 a 30 cm de DAP, podendo atingir até 20 m de altura e 60 cm de DAP, na idade adulta.
Floração ocorre de dezembro a abril, no Paraná, no Rio Grande do Sul e no Estado de São Paulo; de janeiro a março, em Santa Catarina; de janeiro a agosto, no Estado do Rio de Janeiro, e de março a abril, em Minas Gerais.
As flores são de tom amarelo - vivo ou amarelo-ouro, exuberantes e atraentes, perfumadas, com 4 cm de diâmetro, reunidas em panícula terminal múltipla de até 30 cm de comprimento, revestindo inteiramente a copa.
A madeira do pau-cigarra é usada localmente em construção civil, como esquadrias, estacas, forros e tabuados; é adequada para fósforos, móveis populares e mourões de baixa durabilidade, a casca produz corante, muito usado em tinturaria.
  -
Fonte:http://irapl.altervista.org/nit/viewpics.php?title=Senna+multijuga

Melanoxylon brauna (Braúna preta, Braúna, Guaraúna)
Médio a grande porte, 15 a 25m de altura, folhas imparipinadas, 15 a 29 folíolos de 5-7 cm. Fruto vagem grande e larga. Aproximadamente 12 x 3 cm. Semente alada, envoltório branco, semente marrom. Muito procurada por insetos, em alguns anos é muito difícil encontrar semente viável para germinação. Germinação e desenvolvimento difíceis. Floresce em Maio. Coleta de frutos em Setembro. Possui ainda folhas imparipenadas, grandes flores amarelas
Madeira de boa qualidade, hoje difícil de encontrar, pois foi muito procurada no passado. Casca utilizada em curtumes , para extração de tintura negra e, como a seiva , em medicina e na indústria.
Encontradas  especialmente das regiões Nordeste, Sudeste (sobretudo em Minas Gerais) e estados do Paraná e Santa Catarina.
Fonte: http://www.aracatinet.com/festa-das-arvores-homenageia-especie-brauna/3517

Apuleia leiocarpa (Grapiá, Amarelinho, Garapa)
A garapa é uma árvore de grande porte com altura de 25 a 35 metros, comum nas matas e não utilizada em paisagismo urbano. É um pouco difícil encontrar uma tão grande como a das fotos. Quando velha seu tronco solta cascas em forma de discos, deixando-o com um aspecto peculiar. Em floração a árvore fica toda branca, e depois disto se cobre de novas folhas cor de mel, de onde se originou o nome.
Suas flores são Brancas, pequenas, em cachos. Floresce quando as folhas caem.
Sua madeira é muito utilizada em construção civil.
 
Fonte:http://www.sementesdoxingu.org.br/web/detalhesementes.php?id=97

Caesalpinia echinata (Pau-brasil)
  A Caesalpinia echinata Lam, pertencente à família Caesalpiniaceae (Leguminosae), é comumente conhecida como pau-brasil, ocorre a partir do Rio de Janeiro até o extremo nordeste, ou seja, nos estados de Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, e Sergipe e é uma expécie ameaçada de extinção.
  A utilização do pau-brasil é para a obtenção de sua madeira e sua resina (extraída para uso como tintura em manufaturas de tecidos de alto luxo). A planta tem grande potencial ornamental devido a sua beleza e raridade. Tem destaque em todas as grandes orquestras sinfônicas do mundo que usam arcos de violinos feitos de pau-brasil. Tem sido pouco estudada para usos medicinais.
Pau-brasil
Fonte:http://www.treknature.com/gallery/photo229158.htm

Cassia grandis (Cássia rosa)
A Cassia grandis, comumente conhecida como cássia rosa, pertence à família Fabaceae Caesalpinioidae, é uma Árvore de médio a grande porte, 15 a 20 metros de altura, geralmente muito copada. Folhas pinadas, 20 folíolos de 5 cm. Floração rosa. Fruto vagem cilíndrica. Sementes duras marrom claro. É encontrada em estado nativo com pouca freqüência. Ela é Muito utilizada para o paisagismo urbano.
Fonte:http://fazendagamela.blogspot.com.br/2011/10/cassia-gigante-embeleza-primavera-da.html

Copaifera langsdorffii (Copaíba)
  A Copaifera langsdorffii , comumente conhecida como Copaíba, é uma árvore pertencente à família das fabáceas. Seu óleo-resina é utilizado como combustível para motores diesel e também na medicina popular como anti-séptico, cicatrizante, expectorante, diurético, laxativo, estimulante, emoliente e tônico. A madeira pode ser utilizada para a construção civil, peças torneadas, coronhas de armas, cabos de ferramentas, cabos de vassoura, implementos agrícolas, portas, marcenaria em geral, móveis inferiores, tabuados em geral, revestimentos, laminação, torneados, folhas para compensados e construção naval. Para energia, a madeira de copaíba produz lenha de qualidade irregular e, devido ao alto teor de lignina é indicada para carvão.
  Ela é encontrada no nordeste da Argentina, sul da Bolívia, norte do Paraguai e no Brasil, em todos os estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste e nos estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e Tocantins.
Fonte:http://floraisdaamazonia.files.wordpress.com/2010/06/copaiba.jpg

Tamarus índica (Tamarindo)
Árvore bastante decorativa, sua altura pode chegar aos 25 metros. O tronco divide-se em numerosos ramos curvados, formando copa densa e ornamental, as folhas são compostas e sensíveis, flores hermafroditas amarelas ou levemente avermelhadas que se reúnem em pequenos cachos axilares. O fruto é uma vagem alongada com 5 a 15 cm. de comprimento, com casca pardo-escura, lenhosa e quebradiça; as sementes em números de 3 a 8. A polpa, com sabor agridoce, é usada no preparo de doces, bolos, sorvetes, xaropes, bebidas, licores, refrescos, sucos concentrados e ainda como tempero para arroz, carne, peixe e outros alimentos. O cerne da madeira é de excelente qualidade e pode ser usado para diversas finalidades; forte, resistente à ação de cupins, presta-se bem para fabricação de móveis, brinquedos, pilões, e preparo de carvão vegetal. A casca é usada como adstringente, antidiarréico e tônico.
O Tamarindo é originário das savanas africanas, embora seja cultivado principalmente na Índia
Fonte:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/33/Tamarindus_indica_2.JPG

Caesalpinia pluviosa (Sibipiruna, Sebipira)
A sibipiruna também conhecida como sebipira, é uma árvore de grande porte, nativa do Brasil, perenifólia, chegando a medir 28 metros de altura (normalmente entre 6-18m) com até 6 metros de diâmetro, de copa arredondada e muito vistosa. Facilmente confundida com o pau-brasil ou pau-ferro pela semelhança da sua folhagem. Muito usada para arborização de cidades. A floração ocorre entre a partir de agosto podendo estender-se até o final do verão, produzindo inflorescências em racemos cônicos eretos com flores amarelas.
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhckTgEbZAE_3bhVcbh7AByz2mpVZmU0G6Dsx8eVWB3t4N3jkqDeM1Pk0rKOC5Y5GhQaMgnfrOMiL8TPkYnOntgkjkutDW8ceuds_eDZ7BbWGHpqF9l2AszutnGqAIFcizwNW2SPGdTCdo/s1600/DSC00065.JPG

sábado, junho 16, 2012 1 comentários By: Lorena Benck

MORFOLOGIA DO CAULE: Classificação quanto à consistência.

Os caules podem ser classificados em: 

1) HERBÁCEOS: caules tenros, geralmente clorofilados, flexíveis, não lignificados, característico das ervas. Exemplos: moréia, aboboreira.

http://www.maiscommenos.net/blog/2010/02/meu-pe-de-abobora-cresceu/ 
     Para a caracterização de espécies herbáceas e subarbustivas, é usado o sistema proposto por WHITTAKER (1975), baseado em formas biológicas (MENEZES-SILVA, 1998): 

- Herbácea ereta: planta não lenhosa em geral com até 50 cm de altura, com ramos de crescimento perpendiculares ou obíquos ao substrato, geralmente bem visíveis. Ex.: várias Asteraceae (Adenostema sp) e Fabaceae (Desmodium sp). 

- Herbácea bulbosa: planta com caule hipógeo reduzido, geralmente descrito morfologicamente como do tipo “bulbo”, e partes aéreas que muitas vezes fenecem em um determinado período do ano. Ex.: várias Liliaceae e Amaryllidaceae (Hipoxis decumbens). 

- Herbácea reptante: caules herbáceos rasteiros que utilizam osubstrato como apoio para desenvolvimento, enraizando-se esporadicamente pelos nós, eventualmente recobertos por serapilheira. Ex.: Algumas espécies de Commelinaceas. 

- Herbácea rizomatosa: planta com caule rasteiro, frequentemente recoberto por solo e/ou serapilheira, enraizando-sepraticamente ao longo de toda sua extensão. Ex.: várias Poaceae como Oplismenus sp. e Ichnahthus sp.. 

- Herbácea rosulada: planta com folhas agrupadas na extremidade de um caule curto não bulboso, formando ramos aéreos somente por ocasião da floração. Ex.: Eryngium sp.. 

- Herbácea cespitosa: planta com altura variável, formando“touceiras”, com gemas geralmente protegidas pelas bainhas das folhas senescentes. Ex.: muitas Poaceae e Cyperaceae. 

2) LENHOSOS: característicos de troncos de árvores, de grande porte e capacidade de aumento de diâmetro sendo rígidos e intensamente lignificados (DOWNOR, 1999). Entre os caules lenhosos e os herbáceos existem termos de transição, conforme se aproxima de um ou de outro tipo, serão respectivamente sublenhosos e subherbáceos. Exemplo: mogno, palmeira, mangueira. 

http://flores.culturamix.com/flores/naturais/tipos-de-caule 
     2.1) Sublenhosos: lignificação apenas na região mais velha, basal, junto às raízes e maleáveis no ápice das plantas (CHANPETRY, 2008). Característicos em subarbustos. Exemplo: coroa-de-cristo. 

3) CARNOSO OU SUCULENTO: geralmente o caule é volumoso, porém tenro e age como órgão de armazenamento de água (DOWNOR, 1999). Ex.: uva - do - mato, couve.

http://plantas-medicinais.me/category/plantas-medicinais/page/19
     Podemos considerar ainda os caules ocos ou fistulosos, que possuem um canal medular de diâmetro grande, quando comparado com a respectiva secção transversal e os caules medulosos, quando conservam seu tecido medular. Por outro lado, os caules chamados maciços ou compactos possuem medula reduzida.

Fontes:
CHANPETRY, V.H. Esqueleto vegetal. Ed. Conhecer, 2008. São Paulo - SP, 261 p.
DOWNOR, A.R. Hábitos e adaptações. Ed. Nova Era, Minas Gerais-1999, 89 p.
MENEZES-SILVA, S. 1998. As Formações Vegetais da Planície Litorânea da Ilhado Mel, Paraná, Brasil: Composição Florística e Principais CaracterísticasEstruturais. Campinas, Unicamp. Tese de Doutorado. 262 p.
WHITTAKER, R.H. Communities and Ecosystems, Macmillan, 1975.
 http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/caule/caule-27.php#ixzz1xgOWeomr
quinta-feira, junho 14, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Armazenamento das exsicatas

As imagens  demonstram o modo como as exsicatas  se apresentam dispostas dentro dos armários no Herbário, sendo que estes armários separam as exsicatas, por exemplo por diferentes famílias, também podemos ver que existem dois tipos de armários, os que apresentam divisórias e os normais sem as divisórias, o ideal segundo o técnico responsável seria que todos apresentassem  essas divisões.                        




Fonte: HUPG, by Micheli Gabardo.
Refêrencias:

Acervo HUPG- Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa.http://aulasdebotanica.blogspot.com/p/hupg.html.
Agradecimentos à Renoaldo Kaczmarech (biólogo responsável).

Imagens: HUPG, by Micheli Gabardo.
sábado, junho 09, 2012 2 comentários By: Lorena Benck

Morfologia do Caule

     O caule é o órgão da planta que fornece o suporte mecânico para folhas, flores e frutos, e também é responsável pela disposição destas partes na planta (CASTRO et.al., 2006).

     Além de constituir a estrutura física onde se inserem raízes e folhas, o caule desempenha as funções de condução de água e sais minerais das raízes para as folhas, e de condução de matéria orgânica das folhas para as raízes, além de aminoácidos,hormônios   e demais metabólitos para as demais partes da planta (FERRI, 1970). Pode ainda fazer o armazenamento de reservas nutritivas, bem como participar na propagação vegetativa da planta.

     A organização básica de um caule consiste num eixo com nós e entrenós (ou internós). Os nós são os pontos de inserção de uma ou mais folhas, e entrenós, os espaçamentos entre os nós. A diferença fundamental entre o caule e a raiz é que nos nós existem folhas e gemas (WERLEMB, 1989), que com seu desenvolvimento podem formar ramos com folhas, flores ou ambos.

     Quando da presença da gema existente no ápice de um eixo caulinar, se trata da gema terminal, enquanto aquelas localizadas nas axilas das folhas (uma ou mais por axila) são as gemas laterais ou também denominadas de axilares  (CHANPETRY, 2008). A gema apical é a mais ativa, e as gemas laterais permanecem dormentes em conseqüência da dominância apical exercida pela primeira (hormônio auxina), e dependendo do clima em que a planta se encontra, a gema normalmente fica protegida por folhas modificadas denominadas catafilos.


Fontes:
CASTRO, W.S.; LIMA, C.C.A.; SILVA, L.J. Apostila de morfologia externa vegetal.Universidade Federal de Uberlândia – Instituto de Biologia, 2006.
CHANPETRY, V.H. Esqueleto vegetal. Ed. Conhecer, 2008. São Paulo - SP, 261 p.
FERRI, M. G. 1970. Botânica - Morfologia Externa das Plantas (Organografia). São Paulo: Edusp.
WERLEMB, A.F. The root of the source. Barcelona, 1989.
sexta-feira, junho 08, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Interior do Herbário II






 Os demais exemplares (exsicatas) do Herbário HUPG, são armazenados em latas obtidas pelo Herbário através de uma doação, as quais foram pintadas pelo técnico responsável e estão no momento  todas com exemplares, os demais  exemplares  como os da carpoteca, liquenoteca, espermateca, etc, são armazenados em armários convencionais.





Referências:

Acervo HUPG- Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa.http://aulasdebotanica.blogspot.com/p/hupg.html.
Agradecimentos à Renoaldo Kaczmarech (biólogo responsável)

Imagens: HUPG, by Micheli Gabardo.
quarta-feira, junho 06, 2012 1 comentários By: Blog - Aulas de Botânica
Quem quiser saber mais informações sobre algas acesse  o blog http://catandoalgas.blogspot.com.br/. Trata-se de um trabalho de professor!
sábado, junho 02, 2012 0 comentários By: Lorena Benck

MORFOLOGIA DO CAULE: Classificação quanto à modificação.

     Alguns caules apresentam modificações, visando realizações de funções específicas não típicas de caule. Essas modificações garantem uma maior adaptatibilidade a variações de ambiente.

1. Suculento:
     Caules com células aqüíferas que armazenam água e nutrientes (CALVENTE et al., 2008; BOEGER et al., 2010).
    São encontrados em plantas como as cactáceas, onde seus caules expandiram-se em estruturas suculentas que corresponde a área fotossintetizante e, consequentemente, o tamanho absoluto dos indivíduos está relacionada com a taxa de fotossíntese da mesma (MAUSETH, 2000), enquanto suas folhas transformaram-se nos espinhos e são atribuídas às funções de proteção contra a reflexão da luz incidente sobre o caule (GIBSON; NOBEL, 1986).


2. Cladódio e Filocládio:
     Expressões usadas para designar caules que, pelo aspecto, lembram folhas. 
    Quando se trata de um ramo comprido, ou seja, com crescimento indeterminado, que se transforma e assume um aspecto de folha, falamos em cladódios.
    Quando se trata de um aramo curto, isto é, de crescimento determinado, usamos o nome de filocladódio. Ex.: aspargo. (FERRI, 1983).


3. Espinhos:
     São ramos curtos que se tornam muito resistentes pelo grande crescimento de tecidos mecânicos. Sua ponta afiada constitui de uma ameaça a animais, e esses espinhos podem servir, por conseguinte, como elementos protetores da planta (FERRI, 1983). Ex.: em laranjeiras e limoeiros.

4. Gavinhas:
     São ramos dotados de filamentos, e não possuem folhas. Também crescem enrolados em um suporte, e exercem função de prender os caules escandescentes, para auxiliar no crescimento. Podemos encontrá-las em maracujá e uva.

5. Pseudobulbo:
     São estruturas espessadas (bulbos aéreos), com funções de armazenamento de água e regulação do metabolismo de síntese de carboidratos (FONT QUER, 1985). Assumem as mais diversas formas e tamanhos . Ex.: orquídeas.

6. Alado:
Fontes:
BOEGER, M. R. T.; SOFFIATTI, P.; SOUTO, M. A. G.; BUDCHEN, M.; BAGATINI, K. P.; DALFORNO, M.Functional morphology of two Lepismium species (Rhipsalideae, Cactaceae). Revista Mexicana de Biodiversidad, 2010, Accepted.
CALVENTE, A.; ANDREATA, R. H. P.; VIEIRA, R. C. Stem anatomy of Rhipsalis (Cactaceae) and its relevance for taxonomy.Plant System Evolution v.276 p.271–277, 2008.
FERRI, M. G., Botãnica: morfologia externa das plantas (organografia) - 15ª ed. São Paulo, 1983.
FONT QUER, P. 1985. Diccionario de Botânica. 9a ed. Editorial Lobos. Barcelona.
GIBSON, A. C.; NOBEL. P. S. The Cactus Primer.Harvad University Press, Cambridge 286 p., 1986.
MAUSETH, J. D. Theorethical aspects of surface-to-volume ratios water storage capacities of succulent shoots. American Journal of Botany v.87 p.1107-1115, 2000.
http://www.colegioweb.com.br/biologia/tipos-de-caule.html