O projeto para um jardim botânico em Porto Alegre remonta ao início do século XIX, quando Dom João VI, depois de criar o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, enviou mudas para Porto Alegre a fim de estabelecer um outro parque semelhante na cidade. Infelizmente estas mudas não chegaram à capital, permanecendo retidas em Rio Grande, onde foram plantadas.
Após várias tentativas frustradas de abertura de um jardim botânico, em 1953 a lei 2.136 autorizou o alienamento de uma área de 81,57 ha, dos quais 50 ha ficariam destinados à criação de um parque ou jardim botânico. Uma comissão foi formada para elaborar o projeto, que iniciaram em 1957 com o plantio das primeiras espécies selecionadas: uma coleção de palmeiras, coníferas e suculentas. Quando aberto ao público, em 10 de setembro de 1958, já dispunha de uma coleção de quase 600 espécies.
Em 1962, foi inaugurada a estufa para os cactos, e na década de 1970 o jardim botânico foi integrado à Fundação Zoobotânica, junto com o Parque Zoológico e o Museu de Ciências Naturais. Nesta época se iniciou a coleção de arbóreas, com ênfase nas famílias de importância ecológica (Myrtaceae, Rutaceae, Myrsinaceae, Bignoniaceae, Fabales, Zingiberales,entre outras), grupos temáticos (condimentares e perfumadas) e formações florestais típicas do estado, e se lançou um programa de expedições de coleta de espécimes e sementes.
Um projeto vinculado ao Programa Pró-Guaíba possibilitou na década de 1990 um melhoramento na infra-estrutura do Jardim Botânico, quando foram construídos viveiros para bromélias, orquídeas, suculentas, lianas e cactos, e foram realizadas reformas no centro de visitantes e na administração, além da criação de um Banco de Sementes.
Um projeto vinculado ao Programa Pró-Guaíba possibilitou na década de 1990 um melhoramento na infra-estrutura do Jardim Botânico, quando foram construídos viveiros para bromélias, orquídeas, suculentas, lianas e cactos, e foram realizadas reformas no centro de visitantes e na administração, além da criação de um Banco de Sementes.
Hoje o Jardim Botânico de Porto Alegre possui uma área de 39 ha sendo considerado um dos cinco maiores jardins botânicos do Brasil em vista da diversidade de sua coleção e sua boa organização. Seu público principal é formado por estudantes e cientistas, mas também é bastante freqüentado por turistas e pelos moradores da cidade, que em conjunto totalizam cerca de 60 mil pessoas por ano.
Atualmente o Jardim Botânico de Porto Alegre possui uma coleção de 653 espécies arbóreas com cerca de 3 mil exemplares, mais uma coleção de plantas envasadas, com 3 mil exemplares, um Banco de Germoplasma e um Banco de Sementes, para preservação de espécies raras ou ameaçadas e com objetivo de repovoamento de áreas depredadas. Sua distribuição segue critérios taxonômicos e geográficos, e reconstitui em áreas delimitadas diversos ecossistemas regionais importantes: Floresta Estacional Decidual e semidecidual, Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista e Savana, este último uma raridade no Brasil, ocorrendo somente, em seu estado natural, no Parque Estadual do Espinilho.
Por sua topografia acidentada, com morros, campos e áreas de baixada com alagadiços, o Jardim Botânico de Porto Alegre favorece uma população de diversas espécies nativas de crescimento espontâneo, protegidas na chamada Zona Permanente.








