sábado, janeiro 28, 2012 1 comentários By: Lorena Benck

CLASSIFICAÇÃO DE FRUTOS - Quanto à deiscência.

     Denomina-se deiscência a abertura natural de qualquer órgão vegetal. Muitos frutos abrem-se depois de certo tempo, largando as sementes através de aberturas especialmente e outros não liberam as sementes. 

     Segundo a definição de Souza (2003): 

1) Frutos Deiscentes: o pericarpo abre-se quando maduro, mediante fendas transversais, longitudinais ou irregulares, expondo as sementes; 

2)  Frutos Indeiscentes: não há liberação das sementes na maturidade e permanecem encerradas no pericarpo, ou ocorre a liberação apenas após o apodrecimento do fruto. 

     Segundo Potsch (1965), a causa de deiscência dos frutos está diretamente relacionada com o meio ambiente e não depende dos fatores próprios de cada espécie. Quanto maior a umidade ambiental menor será as chances de acorrer deiscência dos frutos. De acordo com Bonnier, citado por Potsch (1965), as propriedades das paredes celulares lignificadas são responsáveis pelos movimentos de deiscência: as fibras lignificadas ao secarem, contraem-se mais no sentido de sua largura e quanto mais espessas as suas paredes maior é a contração. 

     Tanto os frutos deiscentes como os indeiscentes são classificados pela consistência da casca e o número de carpelos componentes.


Fruto seco deiscente e carnoso deiscente.


Fruto seco indeiscente e carnoso indeiscente.

Fontes:
POTSCH, W. ET alii. Botânica. Rio de Janeiro, fundação Alfredo Herculano Xavier Potsch, 1965. 353p.
SOUZA, L. A. Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântulas. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2003. 259p.il.
http://equipe4.8m.com/2bim/morlologia_fruto.htm
sexta-feira, janeiro 27, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Liquenoteca


O que é uma Liquenoteca?

     A biblioteca liquênica (liquenoteca) é uma coleção ciêntífica de líquens e tem como principal objetivo colaborar com o conhecimento deste táxon, pois através dela pode ser possível a promoção de estudos posteriores dentro deste grupo.

     Segundo a análise feita sobre a situação da liquenologia no Brasil (Marcelli, 1996), constata-se que é carente de estudos, coletas e taxonomistas.


Líquen na superfície de uma rocha
Fonte: HUPG by Micheli Gabardo

     Os líquens podem viver em locais como superfícies de rochas, folhas, no solo, nos troncos de árvores, picos alpinos, etc. Existem líquens que são substratos para outros líquens.



Líquen doado pelo Herbário UFJF da família Usneaceae, coletado em 1992. 
Fonte: HUPG by Micheli Gabardo 



Referências 

Acervo HUPG- Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa. http://aulasdebotanica.blogspot.com/p/hupg.html

MARCELLI, M.P. Biodiversity assessment in Lichenized Fungi: the necessary naive roll makers. In: Bicudo,C.E.M.; Menezes, N.A. (Eds.). Biodiversity in Brazil: a first approach. São Paulo: CNPq. 1996. p. 93-107. 



sábado, janeiro 21, 2012 0 comentários By: Lorena Benck

CLASSIFICAÇÃO DE FRUTOS - Quanto à consistência do pericarpo.

     Definição segundo Vidal & Vidal (2007): 

1) Frutos Secos: com pericarpo não suculento; 

2) Frutos Carnosos: pericarpo espesso e suculento. 

     Definição segundo Souza (2003): 

1) Frutos Secos: apresentam pericarpo com reduzido teor de água na maturidade e são classificados de acordo com liberação ou não de suas sementes:

  1.1) Deiscentes: o pericarpo abre-se quando maduro, mediante fendas transversais, longitudinais ou irregulares, expondo as sementes;

    1.2) Indeiscentes: não há liberação das sementes na maturidade.


2) Frutos Carnosos: com pericarpo maduro carnoso ou semi-carnoso, com grande teor de água na maturidade e relação volume do pericarpo/volume das sementes alta, dividido em dois principais grupos:

   2.1) Baga: fruto simples, carnoso, proveniente de ovário súpero, uni a pluricarpelar, unilocular, uni a plurispérmico; epicarpo membranáceo ou coriáceo; mesocarpo suculento, às vezes coriáceo, nunca exclusivamente fibroso; endocarpo membranáceo ou cartilaginoso. São exemplos os frutos de Vitis vinifera (uva), Diospyros kaky (caqui), Lycopersicum esculentum (tomate), Capsicum annuum (pimentão), Passiflora edulis (maracujá), Caríca papaya (mamão), Platonia insignis (bacuri) e outros;

    2.2) Drupa: fruto simples, carnoso ou semi-carnoso, proveniente de ovário súpero, raramente ínfero, uni ou bicarpelar, unilocular, unispérmico. O endocarpo esclerenquimático, fortemente aderido à semente é vulgarmente chamado de "caroço". Incluem-se aqui os frutos de Mangifera indica (manga), Prunus persica (pêssego), Prunus avium (cereja), Ocotea puberula (canela- guaicá) e Nectandra megapotamica (canelinha-amarela); 


Fontes:
SOUZA, L. A. Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântulas. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2003. 259p.il. 
VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il. 
http://www.portalbrasil.net/educacao_seresvivos_plantas_angiospermas_fruto.htm
sexta-feira, janeiro 20, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Micetoteca ou Micoteca

O que é uma Micetoteca ou Micoteca?

     É uma coleção científica de fungos, a criação de coleções de culturas tem como finalidade a pesquisa e estudos de tais organismos quanto à taxonomia, patologia e, ainda, para fins industriais, no que se refere ao conhecimento da biologia e fisiologia. 

     Existem atualmente, inúmeras coleções de culturas fúngicas no mundo inteiro, as quais propiciaram a criação de uma Federação Mundial de Coleções de Culturas. 

     Podemos citar algumas coleções mundialmente importantes como o IMI (International Mycological Institue) Kew, Inglaterra; a ATCC (American Type Culture Collection) Maryland, EUA; o CBS (Centraalbureau voor Schimmelcultures) Baar – Delft, Holanda; Institute For Fermentation (IFO), Osaka, Japão; Japan Collection of Microorganisms (JCM) Wako, Saitama, Japão; Mycotheque De L’Universite Catholique de Luvaim (MUCL) Luvain-le-Neuve, Bélgica; German National Resource for Biological Material (DSMZ), Alemanha, entre outras.


Vista geral da coleção de fungos fitopatogênicos - Micoteca “Mário Barreto Figueiredo”.



 Micoteca- HUPG


Amanita Amenses - Micoteca HUPG


Micoteca HUPG 
Fonte: HUPG by Micheli Gabardo 



Referências

Acervo Micoteca HUPG- Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa. 

Instituto biológico- SP- www.biologico.sp.gov.br/artigos_ok.php?id_artigo=66

sábado, janeiro 14, 2012 0 comentários By: Lorena Benck

CLASSIFICAÇÃO DE FRUTOS - Quanto ao número de sementes.

     O número de sementes que constitui o fruto é determinado por fatores genéticos e ambientais sendo uma característica específica de cada cultivar, podendo afetar o tamanho do fruto em algumas cultivares (Frost & Soost, 1968). 

     Vidal & Vidal (2007) admite as seguintes classificações de frutos de acordo com o número de sementes: 

- Monospérmicos: com uma só semente;

- Dispérmicos: com duas sementes;

- Trispérmicos: com três sementes;

- Polispérmicos: com várias sementes.


Fontes:
FROST, H.B., SOOST, R.K. Seed Reproduction: Development of gametes and embryos. In: REUTHER, W., BATCHELOR, L.D., WEBBER, H.J. The Citrus industry. Berkeley: University of California, 1968. v. 2, p. 290-324.

VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il. 
http://www.abrates.org.br/revista/artigos/2000/v22n1/artigo10.pdf
sexta-feira, janeiro 13, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Espermateca



 O que é uma Espermateca ? 

   Espermateca é uma coleção cientifica de sementes, uma coleção usada como referência. 

  Estas coleções constituem instrumentos essenciais a investigação científica nas áreas da biologia, paleobotânica e botânica forense, para identificação rigorosa de frutos e sementes.


Fonte: Museu Nacional de História Natural e da Ciência-Universidade de Lisboa



Fonte: HUPG by Micheli Gabardo 

Referências 

Acervo HUPG- Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa. http://aulasdebotanica.blogspot.com/p/hupg.html

Museu Nacional de História Natural e da Ciencia , Universidade de Lisboa-http://www.mnhn.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1391433&_dad=portal&_schema=PORTAL, Acesso em 12/12/2011.

domingo, janeiro 08, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Xiloteca




O que é uma Xiloteca ?


      Uma xiloteca é uma coleção de amostras de madeira identificadas quanto à espécie a que pertencem e devidamente ordenadas e catalogadas. 

        Esta denominação deriva do termo “xilema”, tecido constituinte da madeira. 
     As xilotecas permitem realizar o estudo de características anatômicas, físicas e mecânicas das madeiras, que podem ser importantes na definição dos seus usos potenciais. 

     A estrutura anatômica da madeira contribui significativamente para o reconhecimento de árvores e arbustos para fins de pesquisas taxonômicas ou filogenéticas, principalmente quando o material reprodutivo (flores e/ou frutos) é ausente ou escasso. Neste contexto, as xilotecas representam uma importante fonte de informação para o pesquisador, fornecendo possiblidades de identificação e resgate de dados sobre procedência, coletores etc. 

     Essas coleções são úteis em áreas onde se torna necessário a identificação de madeiras por comparação, como: 

· nomeadamente na arqueologia, 

· na indústria madeireira, 

· no restauro, 

· em análises forenses, entre outras.


Vista do interior da Xiloteca "Manuel Soler" (1999)

Alguns exemplares presentes no HUPG 
Fonte: HUPG by Micheli Gabardo.


Referências

Acervo HUPG- Herbário da Universidade Estadual de Ponta Grossa. 

Instituto de pesquisas Jardim botânico do Rio de Janeiro-http://www.jbrj.gov.br/colecoes/xiloteca/index.htm, Acesso em: 12/12/2011 

Jardim botânico tropical- http://www2.iict.pt/jbt/?idc=207&idi=11905, Acesso em: 10/12/2011 

Xiloteca Manuel Soler - http://www.xiloteca.com/presentacion.asp?Lang=PT, Acesso em: 12/12/2011

sábado, janeiro 07, 2012 0 comentários By: Lorena Benck

Partes do Fruto

     O fruto, para efeito de descrição, pode ser dividido em pericarpo que constitui a parede do fruto e pode ser carnoso com alto teor de água, semi-carnoso ou seco (peri: ao redor; carpo: fruto); e semente. O pericarpo pode ser subdividido em epicarpo ou exocarpo, mesocarpo e endocarpo, regiões difíceis de serem delimitadas morfologicamente, mas definidas claramente mediante análise microscópica de seus tecidos. (Souza, 2003).

     Classificação segundo Vidal & Vidal (2007):

- Epicarpo: camada mais externa proveniente da epiderme externa da parede ovariana;

- Mesocarpo: camada intermediária proveniente do mesófilo carpelar. Quase sempre de grande espessura, podendo ou não acumular reservas nos frutos carnosos ou secos, respectivamente; em geral, é a parte comestível;

- Endocarpo: camada mais interna proveniente da epiderme interna da parede ovariana que se acha contato com as sementes. Quando lenhificado constitui o caroço (nas drupas), podendo ser a parte comestível, como a laranja.

     Segundo a classificação de Souza (2003), adotando-se o fruto de origem ovariana da flor, desse modo, o epicarpo ou exocarpo origina-se da epiderme externa ovariana, o mesocarpo é composto de tecidos originados do mesofilo e o endocarpo é constituído de um ou mais tecidos provenientes da epiderme interna do ovário, recebe as seguintes classificações:

- Epicarpo ou exocarpo: é originado da epiderme do ovário, constituído por epiderme unisseriada, pilosa e estomatífera. As células dessa epiderme podem ser poliédricas, com paredes periclinais externas espessas ou delgadas e eventualmente impregnadas por lignina. Pode apresentar pêlos tectores ou glândulares, uni ou pluricelulares. Podem ocorrer também complexos estomáticos paracíticos, anomocíticos, actinocíticos, anisociticos e ciclocíticos.

- Mesocarpo: provém do mesofilo do ovário, apresenta constituição histológica muito variável. Pode ser apenas parenquimático, como em bagas, ou de natureza parenquimática, colenquimática e/ou esclerenquimática. O esclerênquima mesocárpico pode apresentar-se organizado como hipoderme, na qual ocorrem esclereídes, ou como tecido localizado mais internamente, contíguo à cavidade seminal, constituído por fibras septadas ou não e/ou esclereídes.

Endocarpo: origina-se apenas da epiderme interna do ovário, que pode manter-se unisseriada durante toda a diferenciação do fruto. Nas espécies das famílias Fabaceae e Rutaceae, a epiderme interna ovariana pode sofrer divisões celulares periclinais, transformando-se em meristema ventral, podendo formar endocarpo plurisseriado, esclerenquimático e epidérmico piloso. O endocarpo pode compreender outros tecidos de origem diversa e, neste caso, assim como o mesocarpo, também possui composição variável de tecidos. Pode ser representado por epiderme unisseriada ou plurisseriada, somente esclerênquima - fibras e macrosclereídes, ou esclerênquima e parênquima. O endocarpo, quando não esclerenquimático, uni ou plurisseriado, pode apresentar pêlos uni ou pluricelulares na região da cavidade onde se aloja a semente.


Fontes:
SOUZA, L. A. Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântulas. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2003. 259p.il.

VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il. 
http://www.anatomiavegetal.ib.ufu.br/pdf-recursos-didaticos/morfvegetalorgaFRUTO.pdf