Font Quer (1953), define como sendo o ovário desenvolvido de uma flor com ou sem sementes em seu interior, ocorrendo unicamente nas angiospermas.
O fruto pode originar-se de um ovário ou vários ovários desenvolvidos e em estado de maturação, podendo se agregar a ele outras partes da flor ou mesmo de inflorescência (Souza, 2009).
Após a fecundação dos óvulos no interior do ovário, inicia-se o crescimento, acompanhado de uma modificação de seus tecidos provocada pela influência de hormônios vegetais, que interferem na estrutura, consistência, cores e sabores, dando origem ao fruto.
De acordo com Vidal & Vidal (2007), a finalidade biológica do fruto é ser um envoltório protetor para a semente, ao mesmo tempo em que assegura a propagação e perpetuação das espécies. Adquirem cores chamativas e aromas agradáveis para atrair animais que irão despejar as suas sementes a maior ou menor distância. Quando frutos secos, sofrem diferentes processos de abertura que permitem a libertação das suas sementes.
Podem apresentam configurações morfológicas que lhes permitem participar ativamente na disseminação das sementes, como espinhos, ganchos e outras excrescências que facilmente aderem aos corpos dos animais ou apresentam-se plumosos ou leves que são transportados pelo vento.
Os frutos têm grandes variações estruturais. Elas, por sua vez, dependem da natureza ou das variações que existem na organização do gineceu das flores. Mais ainda, muitas vezes o fruto não é formado unicamente pelo ovário da flor, visto que outras peças podem estar representadas nos frutos, tais como: pedúnculo, receptáculo, cálice e brácteas.
Fontes:
FONT QUER, P. Diccionario de Botánica. Barcelona: Ed. Labor, 1953. 1244p. il.
SOUZA, L. A. Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântulas.Ponta Grossa: Editora UEPG, 2003. 259p.il.
VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il.
























