sábado, dezembro 03, 2011 By: Lorena Benck

Estrutura da Semente Madura: EMBRIÃO.

     O zigoto esporófito (2n), resultante da fusão da célula espermática e a oosfera, inicia o processo de divisão celular para formar o proembrião e o embrião. A fase de proembrião estende-se desde a primeira divisão do zigoto ate o inicio da formação do(s) primórdio(s) cotiledonar(es), (Souza,2009). A próxima fase é denominada fase embrionária, terminando com a formação do embrião da semente madura.

     O embrião é a parte principal da semente e é responsável pela origem de um novo vegetal quando há germinação da semente, podendo apresentar formato variável sendo: reto, curvo, globoso, arredondado, entre outros.

     Algumas espécies podem apresentar poliembrionia, fenômeno em virtude da qual se forma mais de um embrião (Font Quer, 1953). Segundo Perreira (1925), estes embriões originam-se de vários óvulos fecundados simultaneamente ou são resultados de multiplicações celulares localizadas produzidas depois da fecundação – são embriões adventícios situados nas proximidades do saco embrionário e formados às custas de grupos nucelares com o caráter de rebentos.

      O embrião é formado por folhas ligadas ao eixo embrionário, denominadas cotilédones. Essas folhas podem ser espessas, com função de reserva, ou delgadas, com função fotossintetizante com diferentes formatos, como: cordiforme, oblongo, lanceolado, ovado ou outros (Souza, 2003). De acordo com Vidal & Vidal (2007), embriões com dois cotilédones caracterizam o grupo de plantas dicotiledôneas, e os embriões com um cotilédone, o de plantas monocotiledôneas. 
Fonte: http://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-germina-ccedil-atildeo-da-semente-do-feij-atildeo-image6647470
            http://304turma.blogspot.com/2010/07/morfologia-das-angiospermas_14.html

      O eixo embrionário é dividido em duas regiões, uma logo abaixo do nó cotiledonar (ponto onde se liga o cotilédone) e a outra, cima desse nó. Segundo Souza (2003) na região abaixo do nó cotiledonar, o eixo é formado pelo hipocótilo e pela radícula quando há distinção morfológica entre essas estruturas, ou então, pelo eixo hipocótilo-radicular quando elas formam um eixo único; a radícula ou pólo radicular origina a raiz primária; e no outro extremo do eixo embrionário ocorre o epicótilo, considerado o primeiro entrenó do embrião, e a plúmula ou gêmula, considerada a gema embrionária que origina o caule e as folhas da planta.
Fonte: http://www.clickescolar.com.br/page/79

      Nas espécies pertencentes á família Poaceae, monocotiledôneas, como Zea mays (milho) e Triticum vulgare (trigo), dentre outras, o embrião tem morfologia e terminologia especiais, onde o cotilédone é chamado de escutelo fazendo referencia ao seu formato de pequeno escudo; a plúmula é envolvida e fica protegida dentro da semente por uma bainha fechada denominada coleóptilo (coleo = bainha; ptilo = plúmula); e a radícula também fica envolvida por uma bainha denominada coleorriza (rizo = raiz) (Souza, 2003).

 Fonte: http://accbarroso60.wordpress.com/2011/03/02/botanica-plantas/
Fonte:
FONT QUER, P. Diccionario de Botánica. Barcelona: Ed. Labor, 1953. 1244p. il. 
http://www.joinville.udesc.br/sbs/professores/arlindo/materiais/Anatomia_Fernando.pdf 
PEREIRA, Lafayette R. Botânica - 2’ Ed. Rio de Janeiro, 1925. 667p.
SOUZA, L. A. Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântulas. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2003. 259p.il.
SOUZA, L. A. Sementes e Plântulas – germinação, estrutura e adaptação. Ponta Grossa: Editora TODAPALAVRA, 2009. 279p.il. 
VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il.

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