Mostrando postagens com marcador Raiz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Raiz. Mostrar todas as postagens
sábado, maio 19, 2012 0 comentários By: Lorena Benck

MORFOLOGIA DA RAÍZ: Raízes Aéreas

     Enquadram-se neste grupo as raízes que se desenvolvem parcialmente ou totalmente em contato com a atmosfera, apresentando adaptações estruturais e funcionais (Font Quer, 1985). As raízes aéreas são comuns entre as plantas epífitas e são todas consideradas adventícias quanto à origem (BOLD, 1976), e são classificadas em:

     a) RAÍZES-SUPORTE 
http://www.plantiodireto.com.br/?body=cont_int&id=744
São as raízes que se originam a partir do caule (adventícias) e vão até o solo, além da função de auxiliar no equilíbrio do indivíduo, as raízes suporte também têm papel na fixação e absorção de nutrientes. Exemplo: milho. 

     b) RAÍZES-CINTURA
Estas raízes são aquelas que se desenvolvem ao redor de um suporte. Suas paredes celulares são fortalecidas com lignina e com velame, que se trata de uma epiderme pluriestratificada, que absorve toda a água despejada pelo caule. Este tipo de raiz é comum nas epífitas. 

     c) RAÍZES-ESTRANGULANTES
Estas raízes possuem uma grande quantidade de ramificações, que têm o tronco das árvores como suporte para se enrolarem. Esse tipo de raiz não permite o desenvolvimento do vegetal, pois seu crescimento em espessura determina o estrangulamento da planta. Exemplo: mata-pau, cipó. 

     d) RAÍZES TUBULARES 
São as raízes dispostas radialmente em torno da base do caule, e servem para aumentar a base de apoio de plantas de grande porte, auxiliando no equilíbrio e na sustentação do tronco, além de aumentarem a superfície de aeração. Sua principal característica é a forma aplanada. 

http://www.sobiologia.com.br/conteudos/
 e) RAÍZES RESPIRATÓRIAS OU PNEUMATÓFOROS
São as raízes encontradas em ambientes aquáticos e estéreis; apresentam geotropismo negativo, e possuem pneumatódios, que são poros apropriados para captar oxigênio. 

    f) RAÍZES GRAMPIFORMES
É o tipo de raiz que tem uma ligação forte com o substrato. Permite a fixação do vegetal em locais com declives. Exemplo: Hera, Hera-miúda e em algumas epífitas.



g) RAÍZES SUGADORAS OU HAUSTÓRIOS
Estas raízes são características de plantas parasitas. No ponto de contato do caule da planta parasita com o hospedeiro forma-se, inicialmente, uma raiz adventícia discóide, semelhante a uma ventosa denominada apressório. Algumas células do centro do apressório penetram na casca do hospedeiro, formando os haustórios, que se ramificam e crescem até atingir os tecidos vasculares do hospedeiro. Segundo HAVEN et.al 2001, podem ser classificada em hemiparasitas ou holoparasitas:

- Hemiparasita: quando a raiz penetra no caule de outra planta, atingindo o tecido lenhoso, e absorvendo a seiva inorgânica;

- Holoparasita: quando a raiz penetra no caule de outra planta, atingindo o tecido liberiano, e absorvendo a seiva orgânica.

http://www.infoescola.com/plantas/raiz/

Fontes:
http://www.colegioweb.com.br/biologia/tipos-de-raiz.htmlBOLD, H. C. 1976. O reino vegetal. Edgard Blucher. São Paulo. 189 p.
FONT QUER, P. 1985. Diccionario de Botânica. 9a ed. Editorial Lobos. Barcelona.
RAVEN, P.H.; Evert, R.F. & Eichhorn, S.E. 2001. Biologia vegetal. Ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro.

sábado, maio 05, 2012 0 comentários By: Lorena Benck

MORFOLOGIA DA RAIZ: Raízes Aquáticas.

     São raízes que se formam em plantas aquáticas e destacam-se pela abundância em aerênquima, um tecido com um grande volume de espaços internos, que auxiliam a planta na flutuação e na respiração (Gemtchujnicov, 1976).
     De acordo com Castro (2006), podem ser classificadas em:

1. Lodosas: 
     Plantas aquáticas que possuem as raízes fixas no substrato, nos pântanos e no fundo de rios e lagos. Exemplo: vitória-régia (Victoria amazônica - Nymphaeaceae). 

2. Natantes:
     Plantas aquáticas que flutuam livremente na água. Exemplo: aguapé (Eichhornia crassipes, Pontederiaceae).

Fontes:http://www.colegioweb.com.br/biologia/tipos-de-raiz.html 
CASTRO, W.S.; LIMA, C.C.A.; SILVA, L.J. Apostila de morfologia externa vegetal. Universidade Federal de Uberlândia – Instituto de Biologia, 2006. 
GEMTCHUJNICOV, I. D.; Manual de taxonomia vegetal. Editora: Agronomica Ceres, São Paulo – 1976; 368 p.
Fonte imagem 1: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=16546 

sábado, abril 28, 2012 0 comentários By: Lorena Benck

MORFOLOGIA DA RAIZ: Raízes Subterrâneas ou Terrestres.

     São raízes que se desenvolvem nas plantas que crescem em solos firmes (Vidal & Vidal, 2007). Entre essas raízes podemos observar dois tipos fundamentais de sistemas radiculares:

Classificação segundo Castro, (2006):

1. Raiz Axial ou Pivotante:
     São caracterizadas pelas dicotiledôneas. Apresenta uma raiz principal, maior e mais desenvolvida, que penetra perpendicularmente no solo e forma muitas raízes secundárias, cada vez mais finas, que crescem em direção oblíqua. Exemplo: feijão e os abacateiros.


2. Raiz Fasciculada ou em Cabeleira:
     São caracterizadas pelas monocotiledôneas, são dotadas de inúmeras raízes adventícias que saem do mesmo ponto, ficando embaraçadas, uma vez que, a raiz primária não tem um desenvolvimento acentuado, ou logo se degenera. Exemplo: milho.


3. Raiz Tuberosa:
     A principal função das raízes tuberosas é o acúmulo de reservas da planta. Exemplo: beterraba, batata-doce. E pode ser classificada em:
- Axial-tuberosa: reservas acumuladas no eixo principal. Exemplo: cenoura. 
- Fasciculado-tuberosa: reservas acumuladas nas raízes secundárias. Exemplo: mandioca.


Fontes:http://www.colegioweb.com.br/biologia/tipos-de-raiz.html
CASTRO, W.S.; LIMA, C.C.A.; SILVA, L.J. Apostila de morfologia externa vegetal. Universidade Federal de Uberlândia – Instituto de Biologia, 2006.
VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il.
sábado, abril 21, 2012 0 comentários By: Lorena Benck

MORFOLOGIA DA RAIZ: Regiões da Raiz.



Classificação de regiões da raiz segundo Castro et.al, 2006:

Coifa:
     A coifa, também denominada caliptra, é um tecido que reveste o ápice vegetativo da raiz, protegendo o meristema apical. Suas células são vivas e estão em contínua divisão. As células mais velhas, situadas na periferia, vão morrendo e se destacando, sendo continuamente substituídas por células novas recém formadas. 

     As espécies aquáticas, geralmente, apresentam coifas bem desenvolvidas para proteger o meristema apical do ataque de microorganismos, abundantes no meio aquático. Exemplo vitória-régia (Victoria amazonica- Nymphaeaceae). 

Zona Lisa ou Zona de Crescimento: 
     Nesta região, imediatamente acima do ápice meristemático, as células recém formadas estão se alongando rapidamente, promovendo assim, o crescimento longitudinal da raiz. Não há pêlos absorventes nessa zona. 

Zona Pilífera ou Zona dos Pêlos Absorventes:
     Esta região é caracterizada pela presença dos pêlos absorventes, também denominados pêlos radiciais ou radiculares. Esses pêlos são prolongamentos das células epidérmicas e têm como função absorver a água e os minerais necessários à vida da planta, aumentando, em muitas vezes, a superfície de absorção das raízes. 

     Os pêlos radiculares têm duração limitada e à medida que novos pêlos vão sendo formados, os mais antigos vão sendo eliminados. No entanto, nem todas as 3espécies apresentam pêlos absorventes como, por exemplo, o aguapé (Eichhornia crassipes - Pontederiaceae). 

Zona Suberosa ou de Ramificação:
     Esta é a região mais velha da raiz, localizada logo acima da zona pilífera, e que pode ser facilmente reconhecida pelo seu aspecto escurecido e rugoso. Após a queda dos pêlos absorventes mais velhos, as células epidérmicas e das camadas subjacentes, suberinizam suas paredes, formando um envoltório protetor para a raiz. Nessa região são formadas as raízes laterais, e por isto, ela é também denominada zona de ramificação. 

Colo ou coleto:
     É a região de transição entre raiz e caule. Nos cortes histológicos essa região pode ser facilmente identificada, devido às modificações observadas na distribuição do xilema e floema que, na raiz primária, estão distribuídos de maneira alternada e, no caule primário, reunidos em feixes ( GEMTCHUJNICOV, 1976).

Fontes:
CASTRO, W.S.; LIMA, C.C.A.; SILVA, L.J. Apostila de morfologia externa vegetal. Universidade Federal de Uberlândia – Instituto de Biologia, 2006. 
GEMTCHUJNICOV, I. D.; Manual de taxonomia vegetal. Editora: Agronomica Ceres, São Paulo – 1976; 368 p.
http://docentes.esa.ipcb.pt/lab.biologia/disciplinas/botanica/Anatomia.html
sábado, abril 14, 2012 0 comentários By: Lorena Benck

MORFOLOGIA DA RAIZ.

Origem:
     No interior da semente há uma planta em miniatura – o embrião – que consiste do eixo hipocótilo-radicular. Na porção inferior está a radícula, o primórdio do sistema radicular quase apresentam como um conjunto de células meristemáticas indiferenciadas, já revestida pela coifa, que é um tecido de proteção (CASTRO, et. al., 2006). 

     Após a germinação da semente a radícula se distende por alongamento e divisão de suas células, formando a raiz primária.

Funções:
     A raiz é o órgão da planta que geralmente cresce dentro do solo fixando a planta, bem como, absorvendo a água e os sais minerais em solução. As raízes podem ainda, realizar funções especiais, tais como armazenamento de reservas nutritivas e aeração, divergindo dos tipos mais comuns (SOUZA, 2003). 

Características Gerais:
     Segundo Vidal & Vidal (2006), as raízes são caracterizadas como órgãos cilíndricos, subterrâneos e aclorofilados que apresentam geotropismo positivo e fototropismo negativo. Suas ramificações originam-se internamente (endógenas) e estão distribuídas irregularmente em toda a sua extensão. 

     Externamente, a raiz distingue-se do caule por não apresentar nós e internós, nem gemas laterais ou folhas, salvo poucas exceções como, por exemplo, as raízes gemíferas (raízes subterrâneas superficiais que apresentam gemas, capazes de regenerar a parte aérea).


Fontes:
CASTRO, W.S.; LIMA, C.C.A.; SILVA, L.J. Apostila de morfologia externa vegetal. Universidade Federal de Uberlândia – Instituto de Biologia, 2006.
SOUZA, L. A. Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântulas. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2003. 259p.il.
VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il.