Classificação de regiões da raiz segundo Castro et.al, 2006:
Coifa:
A coifa, também denominada caliptra, é um tecido que reveste o ápice vegetativo da raiz, protegendo o meristema apical. Suas células são vivas e estão em contínua divisão. As células mais velhas, situadas na periferia, vão morrendo e se destacando, sendo continuamente substituídas por células novas recém formadas.
As espécies aquáticas, geralmente, apresentam coifas bem desenvolvidas para proteger o meristema apical do ataque de microorganismos, abundantes no meio aquático. Exemplo vitória-régia (Victoria amazonica- Nymphaeaceae).
Zona Lisa ou Zona de Crescimento:
Nesta região, imediatamente acima do ápice meristemático, as células recém formadas estão se alongando rapidamente, promovendo assim, o crescimento longitudinal da raiz. Não há pêlos absorventes nessa zona.
Zona Pilífera ou Zona dos Pêlos Absorventes:
Esta região é caracterizada pela presença dos pêlos absorventes, também denominados pêlos radiciais ou radiculares. Esses pêlos são prolongamentos das células epidérmicas e têm como função absorver a água e os minerais necessários à vida da planta, aumentando, em muitas vezes, a superfície de absorção das raízes.
Os pêlos radiculares têm duração limitada e à medida que novos pêlos vão sendo formados, os mais antigos vão sendo eliminados. No entanto, nem todas as 3espécies apresentam pêlos absorventes como, por exemplo, o aguapé (Eichhornia crassipes - Pontederiaceae).
Zona Suberosa ou de Ramificação:
Esta é a região mais velha da raiz, localizada logo acima da zona pilífera, e que pode ser facilmente reconhecida pelo seu aspecto escurecido e rugoso. Após a queda dos pêlos absorventes mais velhos, as células epidérmicas e das camadas subjacentes, suberinizam suas paredes, formando um envoltório protetor para a raiz. Nessa região são formadas as raízes laterais, e por isto, ela é também denominada zona de ramificação.
Colo ou coleto:
É a região de transição entre raiz e caule. Nos cortes histológicos essa região pode ser facilmente identificada, devido às modificações observadas na distribuição do xilema e floema que, na raiz primária, estão distribuídos de maneira alternada e, no caule primário, reunidos em feixes ( GEMTCHUJNICOV, 1976).
Fontes:
CASTRO, W.S.; LIMA, C.C.A.; SILVA, L.J. Apostila de morfologia externa vegetal. Universidade Federal de Uberlândia – Instituto de Biologia, 2006.
GEMTCHUJNICOV, I. D.; Manual de taxonomia vegetal. Editora: Agronomica Ceres, São Paulo – 1976; 368 p.
http://docentes.esa.ipcb.pt/lab.biologia/disciplinas/botanica/Anatomia.html

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