quarta-feira, julho 27, 2011 0 comentários By: Lorena Benck

Carl Linnaeus



Professor, médico, botânico e biólogo naturalista sueco nascido em Småland, uma localidade rural de Ràshult, fundador da moderna sistemática de classificação para plantas e animais. De família muito pobre cujo nome original era Ingermarsson, que seu pai mudou para Linné em homenagem a árvore tília (lind).

Do pai herdou o interesse pela botânica e estudou e formou-se em medicina e botânica nas Universidades de Lund (1727) e Uppsala (1728-1930), enquanto trabalhava para seu próprio sustento, fazendo conferências sobre organização e enriquecimento dos jardins botânicos. Foi enviado à Lapônia pela Academia de Ciências de Uppsala (1732), para estudar a flora local e, depois, para Holanda, onde em Harderwijk obteve seu diploma de doutor em medicina (1735) mudando-se, a seguir, para a Universidade de Leiden, onde ficou por três anos, conheceu os mais destacados cientistas da época e produziu vários livros, entre eles uma obra que lhe trouxe notoriedade internacional, Systema naturae (1735), um livreto de 12 páginas tratando sobre os reinos animal, mineral e vegetal, a primeira de suas publicações na Holanda.

Agrupou em classes, ordens, gêneros e espécies as plantas já conhecidas e as que então eram descobertas em ritmo acelerado. Para identificá-las de modo válido em todo o mundo, atribuiu-lhes um primeiro nome em latim, correspondente ao gênero, e um segundo, que indicava a espécie. A nomenclatura binomial trouxe imediatos progressos ao estudo da botânica e manteve-se ainda em vigor na classificação sistemática dos seres vivos.

Retornou à Suécia (1738) para trabalhar como médico e iniciou (1739) o movimento pela fundação da Academia Sueca de Ciência. Voltou definitivamente a Uppsala (1741), onde se tornou professor catedrático de medicina prática e de botânica na Universidade de Uppsala. Publicou Philosophia botanica (1751), seu mais influente trabalho, provando a reprodução sexual das plantas e criando um sistema de classificação das plantas baseado nos estames e pistilos como características sexuais.

Em uma nova e detalhada edição do Systema naturae (1758-1759), em dois volumes, aplicou o método aos animais e criou três sistemas de classificação, um sobre plantas, outro sobre animais e um terceiro para os minerais, distribuídos em três grandes reinos: Animal, Vegetal e Mineral. Estabeleceu o sistema de classificação taxionômica das espécies baseada em caracteres morfológicos, relações de evolução, genéticas, bioquímicas, e com nomenclatura binomial. A este cientista deve-se vários termos técnicos, entre eles fauna, flora e mamíferos.

Sua grande invenção prática foi inverter a escala centígrada para a usada em os nossos atuais termômetros Celsius. É considerado o fundador da história natural moderna. Sua coleção botânica e biblioteca foi comprada (1783) a um seu filho, pelo médico inglês James Edward Smith, que fundou em Londres, em Burlington House, a Linnean Society (1788).

Morreu em Uppsala e deixou ao todo cerca de 180 trabalhos, entre eles Genera plantarum (1737) e Species plantarum (1753), Flora suecica (1745) e Hortus uppsaliensis (1748).


Fonte: http://biologiatododia.blogspot.com/p/grandes-nomes-da-biologia.html
segunda-feira, julho 25, 2011 0 comentários By: Lorena Benck

Jardim Botânico de Porto Alegre



O projeto para um jardim botânico em Porto Alegre remonta ao início do século XIX, quando Dom João VI, depois de criar o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, enviou mudas para Porto Alegre a fim de estabelecer um outro parque semelhante na cidade. Infelizmente estas mudas não chegaram à capital, permanecendo retidas em Rio Grande, onde foram plantadas.

Após várias tentativas frustradas de abertura de um jardim botânico, em
1953 a lei 2.136 autorizou o alienamento de uma área de 81,57 ha, dos quais 50 ha ficariam destinados à criação de um parque ou jardim botânico. Uma comissão foi formada para elaborar o projeto, que iniciaram em 1957 com o plantio das primeiras espécies selecionadas: uma coleção de palmeiras, coníferas e suculentas. Quando aberto ao público, em 10 de setembro de 1958, já dispunha de uma coleção de quase 600 espécies.

Em 1962, foi inaugurada a estufa para os cactos, e na década de 1970 o jardim botânico foi integrado à Fundação Zoobotânica, junto com o Parque Zoológico e o Museu de Ciências Naturais. Nesta época se iniciou a coleção de arbóreas, com ênfase nas famílias de importância ecológica (Myrtaceae, Rutaceae, Myrsinaceae, Bignoniaceae, Fabales, Zingiberales,entre outras), grupos temáticos (condimentares e perfumadas) e formações florestais típicas do estado, e se lançou um programa de expedições de coleta de espécimes e sementes.

Um projeto vinculado ao Programa Pró-Guaíba possibilitou na década de 1990 um melhoramento na infra-estrutura do Jardim Botânico, quando foram construídos viveiros para bromélias, orquídeas, suculentas, lianas e cactos, e foram realizadas reformas no centro de visitantes e na administração, além da criação de um Banco de Sementes.

Hoje o Jardim Botânico de Porto Alegre possui uma área de 39 ha sendo considerado um dos cinco maiores jardins botânicos do Brasil em vista da diversidade de sua coleção e sua boa organização. Seu público principal é formado por estudantes e cientistas, mas também é bastante freqüentado por turistas e pelos moradores da cidade, que em conjunto totalizam cerca de 60 mil pessoas por ano.

Atualmente o Jardim Botânico de Porto Alegre possui uma coleção de 653 espécies arbóreas com cerca de 3 mil exemplares, mais uma coleção de plantas envasadas, com 3 mil exemplares, um Banco de Germoplasma e um Banco de Sementes, para preservação de espécies raras ou ameaçadas e com objetivo de repovoamento de áreas depredadas. Sua distribuição segue critérios taxonômicos e geográficos, e reconstitui em áreas delimitadas diversos ecossistemas regionais importantes: Floresta Estacional Decidual e semidecidual, Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista e Savana, este último uma raridade no Brasil, ocorrendo somente, em seu estado natural, no Parque Estadual do Espinilho.
Por sua topografia acidentada, com morros, campos e áreas de baixada com alagadiços, o Jardim Botânico de Porto Alegre favorece uma população de diversas espécies nativas de crescimento espontâneo, protegidas na chamada Zona Permanente.

sábado, julho 23, 2011 0 comentários By: Lorena Benck

Estômato Paracítico



Corte paradérmico abaxial de um Citrus Sinensis. Em detalhe, um estômato paracítico com cloroplastos visíveis em aumento de 400x em microscopia óptica.

Imagem cedida pela aula Lorena V. Benck, 2ª ano de Agronomia - UEPG.

NAP

Ola Leitores do Aulas de Botânica!

             Hoje trouxemos mais um site que recomendamos a todos que buscam um conhecimento aprofundado, ou uma simples pesquisa nos mais diversificados assuntos: biologia, geografia, engenharia, agricultura, etc. O "The National Academies Press" (NAP) é uma editora universitária norte-americana que oferece agora todo o seu acervo em formato PDF para download gratuito.
            São mais de quatro mil obras com conteúdo relacionado à ciência que começaram a ser liberadas na internet em 1994. O catálogo completo está disponível gratuitamente na rede desde o início de junho de 2011, incluindo até os PDFs de artigos e relatórios que costumavam ser vendidos pelo site. E vem muito mais por aí, levando em conta a média de 200 livros lançados por ano pela NAP, sendo sua politica voltada para países em desenvolvimento. Apesar de manter os direitos dos autores reservados, a NAP oferece na própria página de download dos livros ferramentas para difusão das obras em sites, blogues e redes sociais (CIÊNCIA HOJE, 2011).

Link de Acesso (NAP) : http://www.nap.edu/

Mais informações em: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/07/livros-livres/view

quinta-feira, julho 21, 2011 0 comentários By: Lorena Benck

Estômato Ciclocítico




Corte paradérmico adaxial de uma Schlumbergera truncata. Em detalhe, um estômato ciclocítico em aumento de 400x em microscopia óptica.

 Imagens cedidas pela aluna Lorena V. Benck, 2º ano Agronomia - UEPG.
quarta-feira, julho 20, 2011 0 comentários By: Willian Cypriano

Frutos partenocárpicos

O fruto provém do desenvolvimento das paredes do ovário. Quando ocorre a fecundação na planta o embrião em desenvolvimento libera hormônios (auxinas) que induzem o desenvolvimento da parede do ovário, originando o fruto. O fruto tem por função proteger a semente, armazenar reserva e principalmente facilitar a disseminação das sementes, sendo o fruto exclusividade das angiospermas.
Os frutos partenocárpicos são formados a partir do ovário, sem que tenha ocorrido a fecundação, portanto, não formam sementes por não desenvolver os óvulos. Existem frutos que naturalmente são partenocárpicos como a banana, porém, a prática da partenocarpia induzida tem sido mais frequente como é caso da nectarina, melancia, tomate.

Citrullus lanatus


Solanum lycopersicum
terça-feira, julho 19, 2011 0 comentários By: Lorena Benck

Ciclo de Vida de uma Angiosperma


1 - Semente. 2 - Esporófito maduro apresentando uma flor monóclina (3), contendo androsporângios reunidos em anteras (4), os quais formam, por divisão reducional (R), os androsporos, que originam os gametófitos masculinos (5) no interior da antera. 6 - Óvulo contendo o gametófito feminino (8). 7 - Tubo polínico alcançando o gametófito feminino. Os dois gametas no interior do tubo polínico se fusionarão com a oosfera e com a célula média (S), originando o endosperma triplóide (9) e o embrião zigótico diplóide (10), o qual origina um novo esporófito.

Fonte: ANATOMIA VEGETAL. 2ª Ed. Beatriz Appezzato da Glória e Sandra Maria Carmello Guerreiro. Editora: UFV.
domingo, julho 17, 2011 0 comentários By: Lorena Benck

Partes Constituintes de uma Flor


Partes de uma flor hipotética. No lado esquerdo o perianto provido de tépalas e, no lado direito, de sépalas e pétalas.

Fonte: ANATOMIA VEGETAL. 2ª Ed. Beatriz Appezzato da Glória e Sandra Maria Carmello Guerreiro. Editora: UFV.
sexta-feira, julho 15, 2011 0 comentários By: Lorena Benck

Raiz Lateral do Milho



Corte transversal da raiz de milho ( Zea mays ) mostrando uma raiz lateral originada de divisões do periciclo. A raiz lateral já atravessou o córtex e a epiderme, alcançando o meio externo. Também são evidenciados a organização da coifa e do meristema apical e o início da conexão vascular com a raiz de origem (seta). M = medula.

Fonte: ANATOMIA VEGETAL. 2ª Ed. Beatriz Appezzato da Glória e Sandra Maria Carmello Guerreiro. Editora: UFV.
quarta-feira, julho 13, 2011 0 comentários By: Lorena Benck

Agave - Azul


As agaves selvagens e as agaves comerciais têm ciclos de vida muito diferentes. Ambos começam como uma grande suculenta, com folhas carnudas e pontiagudas, que podem crescer até mais de dois metros de comprimento.

As agaves selvagens desenvolvem um rebento (broto) que quando atingem os cinco anos de idade se convertem num caule que pode passar de 5 metros de altura coroado por flores amarelas. As flores são polinizadas por morcegos da espécie Leptonycteris nivalis e produzem vários milhares de sementes por planta. Então a planta morre. Nas plantas comerciais, os rebentos são removidos quando têm um ano de idade, permitindo que o centro da planta se desenvolva. Procede-se então à reprodução das plantas utilizando os rebentos.

Duram mais de 10 anos até completar seu ciclo, surgindo sempre ao seu redor novas plantas e multiplica-se por sementes e por brotações laterais.

Na nossa postagem do blog BOTÂNICA do dia 26/01/2011, foi fotografado uma agave – azul na Universidade Estadual de Ponta Grossa com seus frutos já maduros fixos na inflorescência e alguns caídos ao pé da planta.

Após 6 meses, podemos perceber na imagem B, que a mesma planta ainda se encontra com a sua inflorescência em pé e com alguns frutos fixos, com brotações laterais (imagem C) e sementes secas ao seu redor (imagem D).

O escapo (caule especial que produz somente flores) das agaves não possuem uma altura definida (Figuras A, B e E) para lançar as flores.

Note que na foto E, as folhas possuem as bordas amarelas, potanto, não é da mesma espécie da figura A, B e F.

Agaves - Azul encontradas na Universidade Estadual de Ponta Grossa no município de Ponta Grossa - Paraná - Brasil.

IMAGEM A. Agave - Azul com 10,25m* de altura.
IMAGEM B. Agave - Azul com inflorescência em pé após 6 meses, medindo 5,65m* de altura.
* Altura calculada com auxílio de um programa, baseado em uma pessoa de 1,72m de altura. 


IMAGEM C. Brotações laterais.
IMAGEM D. Frutos secos caídos.


IMAGEM E. Agave - Azul com cerca de 1m de altura em floração.
IMEGEM F. Agave - Azul ainda sem inflorescência, apresentando folhas carnudas e pontiagudas com espinhos nas extremidades.


terça-feira, julho 12, 2011 1 comentários By: Willian Cypriano

Regras Internacionais de Nomenclatura

Essas regras são usadas tanto na botânica como na zoologia, com apenas algumas modificações nas terminações de algumas unidades.
O objetivo principal dessas regras é uniformizar a maneira de dar nome aos seres vivos e facilitar a comunicação na comunidade científica, pois um determinado organismo vai sempre ter o mesmo nome científico em todos os lugares do mundo.
  1. Todo nome científico deve ser escrito em latim ou, então, latinizado.
  2. Nome da espécie é binomial. Quando fazemos referência ao nome da espécie significa nome científico da espécie. E o nome científico deve ser composto de duas palavras: o primeiro representa a unidade de classificação, gênero, o segundo nome a unidade de classificação espécie, um exemplo seria o nome científico da espécie humana Homo sapiens.
  3. O nome do gênero deve ser escrito com letra inicial maiúscula, enquanto que o nome da unidade de classificação espécie, com letra inicial minúscula. Portanto a maneira correta de escrever o nome científico do cão doméstico por exemplo é Canis familiaris.
  4. O nome científico de uma espécie deve sempre ficar destaque no texto. Escrito em negrito, itálico ou sublinhado.
  5. Quando se deseja fazer referência a uma ou várias espécies de mesmo gênero, usa-se a terminação sp (referência a uma determinada espécie) ou spp ( referência a várias espécies do mesmo gênero). Escreve-se apenas Giardia sp quando você deseja citar algo sobre o gênero que pertence o protozoário Giárdia lamblia. Plasmodium spp indica todas as espécies do gênero Plasmodium (protozoário causador da malária): Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum e Plasmodium malariae.
  6. A nomenclatura do subgênero é trinomial. O nome do subgênero vem após o gênero escrito com letra inicial maiúscula e entre parênteses, exemplo o nome científico do mosquito transmissor da dengue e da febre amarela, Aedes (Stegomyia) aegypti.
  7. A nomenclatura da subespécie é trinomial. O nome da subespécie vem escrito após a espécie com letra inicial minúscula. Veja o exemplo do nome científico da cobra cascavel, Crotalus durissus terrificus.
  8. Indicação do autor e data da descrição. Após o nome científico de um determinado organismo podemos citar o nome do pesquisador que fez a sua descrição e classificação e o ano que isso foi realizado. Escreve-se o nome do organismo em itálico, o nome do pesquisador com letra normal, em seguida de vírgula a data da descrição. Dr Carlos Chagas em 1910 descobriu, descreveu o protozoário causador da doença conhecida como doença de chagas batizando-a com seu sobrenome, para descrever todas essas informações escreve-se da seguinte maneira: Trypanosoma cruzi Chagas, 1910.
quarta-feira, julho 06, 2011 0 comentários By: Anônimo

Feixes vasculares:



Corte do caule tranversal de milho com coloração de Azul de Astra e Fucsina revelando os feixes vasculares envolvidos com esclerênquima.

Imagens cedidas pelo aluno Moisés Marcondes de Oliveira, 1º ano B, Agronomia UEPG.
terça-feira, julho 05, 2011 0 comentários By: Willian Cypriano

Paisagismo

As plantas são capazes de transformar qualquer lugar em um ambiente agradável para se frequentar e passar horas aproveitando a tranquilidade do local. Aquele cantinho da casa sem graça e com pouca vida, pode virar um charmoso e aconchegante jardim, mas é claro que para se tornar assim vai depender de que plantas e decorativos que irá usar para este jardim, portanto todas as etapas para a execução deste projeto são importantes, desde a escolha das decorações até o tipo de solo que será utilizado e correções deste se necessário.

Mas para manter isto com uma bela aparência, deverá ter cuidados para que isto não se perca arriscando sua paisagem, alguns desses cuidados você consegue sem sair de casa para adquirir certos produtos.

ADUBAÇÃO NATURAL: cascas de ovos, laranja, banda (cascas de frutas em geral), são ótimo fornecedores nutrientes essenciais para o desenvolvimento da planta pois produzem matéria orgânica para as plantas, algo importante para a nutrição.

PREVENÇÃO CONTRA PRAGAS:
Cochonilhas: esta praga se apresenta em pequenos pontos brancos, pretos ou até mesmo marrons alojadas nas folhas e galhos, elas atacam as plantas sugando a seiva. Aconselha-se a retirada manual com algodão umidecido com álcool.

Lesma/Caracóis/Lagartas: estas três pragas atacam a planta se alimentando das folhas, nos três casos aconselha-se retirada manual. Usa-se luvas para prevenir que algumas lagartas liberam líquido urticante que irrita a pele dando sensação de queimadura.
segunda-feira, julho 04, 2011 0 comentários By: Lorena Benck

Tiririca - Cyperus rotundus

Cyperus rotundus - Tiririca; Junça; Barba-de-Bode, entre outros.

A tiririca, uma das principais plantas daninhas, possui um conjunto de bulbos, rizomas e tubérculos subterrâneos, interligados em forma de corrente, de onde surgem as folhas e as hastes florais. Os tubérculos são produzidos nos rizomas e, quando brotam, uma ou mais gemas começam a crescer, produzindo novas plantas com mais tubérculos, garantindo a reprodução e a disseminação da tiririca.

A maior parte dos tubérculos (80%) é formada nos primeiros 20 centímetros de profundidade do solo e pode ficar dormente por longos períodos de tempo, sendo que quanto maior for a profundidade em que estiverem os tubérculos, maior será o seu tempo de sobrevivência no solo.

OCORRÊNCIA
A tiririca está presente no mundo todo, principalmente em países tropicais e subtropicais, onde encontra condições ideais para o seu desenvolvimento.

DISSEMINAÇÃO
A tiririca se dissemina através de:
- aplicação de matéria orgânica contaminada;
- máquinas e implementos agrícolas com tubérculos aderidos.
- mudas contaminadas;
- touceiras de grama;
- enxurradas, sulcos e canais de irrigação.

PREJUÍZOS
A tiririca reduz a produção agrícola em 40 por cento, em média, podendo chegar a 90 por cento, no caso de hortaliças.

MANEJO INTEGRADO DA TIRIRICA
As técnicas de manejo da tiririca baseiam-se na inibição da formação de novos tubérculos e/ou da brotação destes, e podem ser: prevenção, controle e erradicação.

COMO EVITAR A DISSEMINAÇÃO

Prevenção: A prevenção consiste em evitar-se a introdução de plantas ou qualquer propágulo de tiririca em áreas não infestadas, exercendo-se um rígido controle de qualidade das sementes certificadas.

Controle: Esta técnica, que deve ser contínua, é composta pelas seguintes fases: diagnose do problema, avaliação da adequabilidade e seleção dos métodos disponíveis e específicos ao problema e execução do controle propriamente dito.

Método mecânico: consiste na eliminação temporária da tiririca, através do preparo do solo, da capina e de cultivo de espécies antagônicas. São necessários pelo menos dois anos de cultivos quinzenais para reduzir a população da erva daninha aos níveis satisfatórios para o manejo, e ao final do ciclo da cultura, deve-se efetuar a aplicação de herbicidas nas áreas que apresentarem plantas remanescentes de tiririca.

Método químico: é considerado um dos mais eficientes métodos de controle, embora vários herbicidas de diferentes grupos químicos tenham apresentado resultados insatisfatórios no controle da planta, devido principalmente à baixa taxa de absorção e translocação dos produtos. Os herbicidas pré-emergência devem ser seletivos para as culturas, como por exemplo o EPTC, o alaclor e o metolachlor. Os herbicidas de pós-emergência, como o 2,4 D; e os dessecantes, como o Glyphosate; devem ser aplicados nas primeiras semanas após a emergência da tiririca.

Erradicação: Esta técnica visa à eliminação de todas as partes da plantas daninha da área, incluindo a destruição de sementes, rizomas, raízes tuberosas e tubérculos. Utiliza-se esta técnica em pequenas áreas.

http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/foltiri.html