| Cyperus rotundus - Tiririca; Junça; Barba-de-Bode, entre outros. |
A tiririca, uma das principais plantas daninhas, possui um conjunto de bulbos, rizomas e tubérculos subterrâneos, interligados em forma de corrente, de onde surgem as folhas e as hastes florais. Os tubérculos são produzidos nos rizomas e, quando brotam, uma ou mais gemas começam a crescer, produzindo novas plantas com mais tubérculos, garantindo a reprodução e a disseminação da tiririca.
A maior parte dos tubérculos (80%) é formada nos primeiros 20 centímetros de profundidade do solo e pode ficar dormente por longos períodos de tempo, sendo que quanto maior for a profundidade em que estiverem os tubérculos, maior será o seu tempo de sobrevivência no solo.
OCORRÊNCIA
A tiririca está presente no mundo todo, principalmente em países tropicais e subtropicais, onde encontra condições ideais para o seu desenvolvimento.
DISSEMINAÇÃO
A tiririca se dissemina através de:
- aplicação de matéria orgânica contaminada;
- máquinas e implementos agrícolas com tubérculos aderidos.
- mudas contaminadas;
- touceiras de grama;
- enxurradas, sulcos e canais de irrigação.
PREJUÍZOS
A tiririca reduz a produção agrícola em 40 por cento, em média, podendo chegar a 90 por cento, no caso de hortaliças.
MANEJO INTEGRADO DA TIRIRICA
As técnicas de manejo da tiririca baseiam-se na inibição da formação de novos tubérculos e/ou da brotação destes, e podem ser: prevenção, controle e erradicação.
COMO EVITAR A DISSEMINAÇÃO
Prevenção: A prevenção consiste em evitar-se a introdução de plantas ou qualquer propágulo de tiririca em áreas não infestadas, exercendo-se um rígido controle de qualidade das sementes certificadas.
Controle: Esta técnica, que deve ser contínua, é composta pelas seguintes fases: diagnose do problema, avaliação da adequabilidade e seleção dos métodos disponíveis e específicos ao problema e execução do controle propriamente dito.
Método mecânico: consiste na eliminação temporária da tiririca, através do preparo do solo, da capina e de cultivo de espécies antagônicas. São necessários pelo menos dois anos de cultivos quinzenais para reduzir a população da erva daninha aos níveis satisfatórios para o manejo, e ao final do ciclo da cultura, deve-se efetuar a aplicação de herbicidas nas áreas que apresentarem plantas remanescentes de tiririca.
Método químico: é considerado um dos mais eficientes métodos de controle, embora vários herbicidas de diferentes grupos químicos tenham apresentado resultados insatisfatórios no controle da planta, devido principalmente à baixa taxa de absorção e translocação dos produtos. Os herbicidas pré-emergência devem ser seletivos para as culturas, como por exemplo o EPTC, o alaclor e o metolachlor. Os herbicidas de pós-emergência, como o 2,4 D; e os dessecantes, como o Glyphosate; devem ser aplicados nas primeiras semanas após a emergência da tiririca.
Erradicação: Esta técnica visa à eliminação de todas as partes da plantas daninha da área, incluindo a destruição de sementes, rizomas, raízes tuberosas e tubérculos. Utiliza-se esta técnica em pequenas áreas.
http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/foltiri.html
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