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sexta-feira, agosto 03, 2012 0 comentários By: Rodrigo Deda

FABACEAE (Leguminosas)

É uma das maiores famílias botânicas, também conhecida como Leguminosae (leguminosas), de ampla distribuição geográfica. Uma característica típica dessa família é a ocorrência do fruto do tipo legume, também conhecido como vagem, exclusivo desse grupo.
Alguns altores consideram 3 subfamílias com características morfológicas muito distintas: Faboideae (ou Papilionoideae), Caesalpinioideae e Mimosoideae. Outros, consideram que estas são famílias: FABACEAE, CAESALPINACEAE E MIMOSACEAE.
Nesta posatagem, consideraremos as 3 divisões como subfamílias:

Exemplares de Faboideae (ou Papilionoideae)

Soja

Interesse agronômico: soja é a mais importante oleaginosa cultivada no mundo. Utilizada mundialmente para a preparação de alimentos, extensivamente usado em rações animais, farina, sabão, cosméticos, resinas, tintas, solventes e biodiesel.
Nome científico: Glycine Max.
Nomes vulgares: ervilha grande, soja.
Imagens:

Plântulas de soja
                                                    fonte: http://www.fundacaomt.com.br/celulas/fitopatologia.php


Cultura de soja no campo
                                                 fonte: http://jnoonline.com/wp-content/uploads/2012/02/soja1.jpg

Sementes maduras de soja em fruto seco
                                                                fonte: http://saibaoquetefazbem.blogspot.com.br

Ervilha

Interesse agronômico: utilização dos grãos e das vagens para alimentação e industria alimentícia, por ser uma grande fonte de fibra.
Nome científico: Pisum sativum.
Nomes vulgares: Ervilha de cheiro, ervilha-doce, ervilheira de cheiro, ervilha.
Imagens:

                                                  Cutura de ervilha no campoFonte: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br

                                                      Detalhe da planta de ervilha com frutos verdes

Sementes maduras de ervilha em fruto verde
                                                            Fonte: http://www.brasilescola.com/saude/ervilha.htm

Feijão

Interesse agronômico: planta cultivada com a finalidade de produzir grãos, utilizados para consumo humano, além de ter a função de fixar nitrogênio no sistema de plantio.
Nome científico: Phaseolus vulgaris.
Nomes vulgares: feijão-base, feijão-comum, feijoeiro.
Imagens:

Visão geral da cultura de feijão no campo
                                                                 Fonte: http://www.klickeducacao.com.br

Detalhe das plantas de feijão em floração
                                Fonte:http://www.baixaki.com.br/usuarios/imagens/wpapers/2515831-155851-1280.jpg

Diversidade de sementes maduras de feijão cultivados. Cada coloração indica ser uma cultivar
               Fonte: http://p2.trrsf.com.br/image/fget/cf/619/464/img.terra.com.br/i/2012/04/11/2296526-2755-rec.jpg              

Alfafa

Interesse agronômico: A alfafa é uma forrageira, utilizada principalmente para a bovinocultura de leite, pelo alto valor forrageiro. Apresenta elevado potencial para a produção de matéria seca, alta concentração de proteína e de vitaminas A, E e K, além dos minerais como o cálcio e o magnésio.
Nome científico: Medicago sativa.
Nomes vulgares: Alfafa de flor roxa, alfafa-verdadeira, alfafa de provença, luzerna, melda-dos-prados.
Imagens:

Visão geral das plantas de alfafa como pastagem para o gado
                                              Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/ 

Plantas de alfafa no campo







                                                Imagem da inflorescência de alfafa


Amendoim

Interesse agronômico: O amendoim tem uma grande importância econômica, principalmente na indústria alimentar. Algumas variedades têm uma grande quantidade de lipídios e têm sido utilizadas para a fabricação de óleo de cozinha. Em várias regiões da África, o amendoim é moído para cozinhar vários pratos da culinária local, que ficam assim mais ricos em lipídios e proteínas.
Nome científico: Arachis hypogaea L.
Nomes vulgares: amendoí, amendoís, mandobi, mandubi, mendubi, menduí, minuim, mindubi, lenae.


Imagens:
                                                                             

   Imagem dos frutos subterrâneos de Amendoim 

Sementes maduras de amendoim no fruto seco
                                            Fonte: http://caminhosdanaturezav.blogspot.com.br

Exemplares de Caesalpinioideae 

Pau-ferro

Interesse agronômico: O pau-ferro é muito visado para o paisagismo por suas características ornamentais e de sombreamento. Apesar do porte, não possui raízes agressivas, o que é um fator importante de eleição para arborização urbana. As cascas e as sementes tem propriedades adstringentes, anti-hemorrágicas e antidiabéticas. as cascas e as raízes são febrífugas e antidiarréicas.
Nome científico: Caesalpinia ferrea
Nomes vulgares: Pau-ferro, Jacá, Ibirá-Obi, Imirá-Itá, Juca, Pau-ferro-do-ceará, Jucaína, Icainha, Muiarobi, Muiré-itá.
Imagens:


Pau-ferro em arborização urbana.
                            fonte;  http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=998367&page=2

Detalhe do tronco de pau-ferro (Caesalpinoideae- Fabaceae)

Detalhe das inflorescências de pau-ferro


Pau-brasil

Importância agronômica: reflorestamento de áreas nativas,  e para o paisagismo.
Nome científico: Caesalpinia echinata.
Nome vulgar: Pau-brasil, brasileto, ibirapitanga, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, imirá piranga, orabutã, arabutá, sapão, pau-de-pernambuco, pau-de-tinta, pau-pernambuco, pau-rosado, pau-vermelho.

Vista geral de tronco do pau-brasil (Caesalpinia echinata)

Fonte: http://cantinhodoalvorecer.blogspot.com.br/                       
                                                                                             
                                                    Pau-brasil em floração

                             Detalhe das flores de Pau-brasil Foto: Ludovina Maria Braga                                 






Exemplares de Mimosoideae

Dormideira
Interesse agronômico: Planta daninha.
Nome científico: Mimosa pudica L.
Nomes vulgares: sensitiva, dorme-dorme.
Imagens:



                                          Imagem da floração de Mimosa pudica

Detalhe das folhas compostas e bipinadas de Mimosa pudica  Fonte: http://www.portalbizarro.com


                                                    Fonte: http://produto.mercadolivre.com.br

Leucena

Interesse agronômico: Utilizada para adubação verde, proteção de solos erodidos, folhas e vagens como forragens, sementes comestíveis, lenha, etc.
Nome cientifico: Leucaena leucocephala.
Nomes vulgares: Acácia bela rosa

                                   Imagem das plantas de Leucaena leucocephala no campo

                               Detalhe das folhas compostas e bipinadas da Leucaena leucocephala



Detalhe das inflorescências de Leucaena leucocephala
sexta-feira, julho 20, 2012 0 comentários By: Unknown

Asteraceae


Esta publicação foi elaborada por alunos da primeira série do Curso de Agronomia-turma 2012, para a disciplina de Morfologia e Taxonomia Vegetal (303188) da UEPG.
Astereceae

Asteraceae é a segunda maior família do grupo que apresentaflores  em sua composição. Seus representantes mais comumente conhecidos são as margaridas, os crisântemos e os girassóis. Segundo a informação advinda do Jardim Botânico Royal, a família das asteráceas comporta 1600 gêneros e 23000 espécies, sendo que alguns dos gêneros mais vastos possuem mais de 1000 espécies. Apesar de serem encontradas em praticamente todos os lugares, estes vegetais tem uma preferência marcante por habitats montanhosos, com um clima mais tropical.
Normalmente são plantas herbáceas, dificilmente chegando ao status  de “árvore”. As flores são do tipo capítulo, apresentando um receptáculo (podendo ser côncavo, plano ou convexo) e um toro onde estão inseridas um conjunto de flores, sobreposto por um conjunto de brácteas. Um exemplo perfeito é a Margarida.
Seu fruto é do tipo aquênio (derivado do ovário súpero) ou cipsela (quando o ovário é infero) , ambos são frutos seco, advindo de um ou de mais carpelos, do tipo indeiscente, com apenas uma semente que permanece presa ao fruto apenas em um ponto.
Tem também sua importância econômica, seja na culinária ou no setor de paisagismo. Fácil de cultivar e resistentes, margaridas e girassóis são espalhados nos ambientes, adornando mesas de restaurantes, balcões de lojas, fachadas inteiras de casas, enfim, uma infinidade de usos de sua beleza. Na culinária temos a alface, a chicória, a alcachofra, entre muitas outras espécies.
Algumas das espécies de Asteraceae são mais conhecidas por terem algum valor  medicinal.

Almeirão ou Chicória
     Nome Científico: Cichorium intybus.
     Nome Popular: Almeirão, radiche, almeirão-selvagem, almeirão-de-raiz, chicória, chicória-amarga, chicória-do-café, almeirão-silvestre, chicoria-brava, radice-selvagem.
     Divisão: Angiospermae.
     Origem: Ásia, Europa e África.
     Ciclo de Vida: Perene.

O almeirão é uma planta herbácea de seiva leitosa, cultivada como hortaliça e que também é comumente chamada de chicória. É uma espécie que sofreu intenso melhoramento genético, disponibilizando atualmente plantas com folhas abertas, de cabeça (folhas justapostas e fechadas) e plantas de raiz mais engrossada. As principais variedades são "Catalonha", "Pão-de-açúcar", "Radiche (Folha larga)", "Palla Rossa", "Madnesburgo (de raiz)" e "Spadona". Apresenta folhas alongadas, largas ou estreitas, mais ou menos pubescentes, de coloração verde ou arroxeada de acordo com a variedade. Sua raiz é tuberosa, no sistema radicular pivotante e armazena grandes quantidades do carboidrato inulina, de importantes aplicações na indústria farmacêutica e de alimentos dietéticos.
As inflorescências em capítulo, azuis ou arroxeadas, surgem de uma longa haste ramificada, com folhas reduzidas.

Com as folhas do almeirão podem ser preparadas ricas saladas cruas, e saborosos refogados. Seu sabor é amargo e seu valor nutricional é superior à alface, sendo mais rico em vitaminas, minerais e fibras. As raízes prestam-se para a extração industrial de inulina; e para a produção de um substituto do café, após sofrerem secagem, torrefação e moagem. As flores do almeirão também são comestíveis e podem adornar saladas com efeito surpreendente. É plantado para fins ornamentais, principalmente na Europa, devido às belas flores, que acrescentam um efeito campestre em maciços ou em conjuntos com outras flores ( PATRO, 2012 ).
Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Tolera o frio e o calor. O solo deve estar bem preparado na ocasião do plantio. A colheita inicia-se em 80 dias no verão e 100 dias no inverno.
      Indicações: Afecções do fígado e vesícula, falta de apetite, gastroenterite, verminose, dispepsia, diabetes.
      Propriedades: Tônica, anti-helmíntica, aperiente, diurética, emenagoga.
      Partes usadas: Folhas, flores e raízes ( PATRO, 2012 ).
                                         
                                             
Detalhe da Inflorescência do Almeirão
Foto de: Keri Leaman

Camomila
    Nome Científico: Matricaria recutita.
    Nome Popular: Camomila, camomila-alemã, camomila-comum, macela-nobre, camomila-vulgar, camomila-da-alemanha, camomila-verdadeira, camomila-húngara, margaça, matricaria.
    Divisão: Angiospermae.
    Origem: Europa e Norte da Ásia.
    Ciclo de Vida: Anual.
A camomila é uma planta herbácea conhecida desde a antiguidade, pelos egípcios, gregos e romanos, devido às suas propriedades medicinais, cosméticas, ornamentais e aromáticas. Ela apresenta caule ereto, glabro e ramificado, de pequeno porte, alcançando cerca de 30 a 50 cm de altura. Suas folhas são verdes, lisas na página superior e recortadas em segmentos afilados. As inflorescências do tipo capítulo são semelhantes às das margaridas, com centro amarelo e corola simples de pétalas brancas. A floração ocorre na primavera e verão. A camomila é uma planta versátil, com muitas qualidades. Ela pode ser utilizada no paisagismo, na formação de maciços e bordaduras, em grupos e conjuntos com outras plantas, assim como em vasinhos e jardineiras. Ela adiciona um ar alegre e campestre aos canteiros, quebrando a austeridade, com seu aspecto singelo e seu perfume delicado e doce. É erva indispensável na horta de medicinais e aromáticas. A camomila exerce papel repelente de insetos e ácaros e torna-se uma excelente companheira para outras plantas.
Os extratos e óleos essenciais de camomila são largamente utilizados na indústria de medicamentos, cosméticos, balas, perfumes, higiene pessoal, etc. por conter ativos comprovadamente calmantes e emolientes, com efeitos sobre a pele, os músculos e os nervos. O chá das flores frescas ou secas é tradicionalmente preparado como sedativo. A camomila auxilia também no clareamento da pele, suavizando olheiras e dando brilho dourado extra aos cabelos louros.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares. Aprecia o clima ameno e não tolera o calor excessivo. A colheita das flores inicia-se em 90 dias no verão ou 120 dias no inverno ( PATRO, 2012 ).
    Indicações:  Inflamações da pele em geral, queimaduras, cólicas intestinais e menstruais, cólicas infantis, nervosismo, ansiedade, insônia, prisão de ventre, enjôos, inflamações da boca e garganta, cólon irritável.
    Propriedades: Adstringente, antialérgica, calmante, sedativa, clareador, digestiva, laxante, sudorífica, antiinflamatória, espasmolítica, cicatrizante, antibiótica.
    Partes usadas: Inflorescências ( PATRO, 2012 ).

Visão geral do capítulo de Camomila
Foto de: James Stark


Guaco
    Nome Científico: Mikania sp.
   Nome Popular: Guaco, guaco-de-casa, uaco, cipó-catinga, cipó-caatinga, cipó-sucuriju, coração-de-jesus, erva-de-cobra, erva-cobre, guaco-liso, guaco-de-cheiro, guaco-trepador, guaco-verdadeiro, guape, mikania
   Divisão: Angiospermae
   Origem: América do Sul
   Ciclo de Vida: Perene
O guaco é uma antiga conhecida dos índios sul-americanos, devido às suas propriedades medicinais. A planta tem hábito  trepador (caule volúvel, de textura semi-lenhosa), pode atingir 3 m de altura. Ela apresenta folhas grandes, oblongo-lanceoladas, coriáceas, opostas, simples, brilhantes e de coloração verde intensa. As inflorescênias surgem apenas se a planta recebe luz direta do sol durante boa parte do dia; elas são do tipo capítulo, com flores hermafroditas de papus branco e corola tubulosa, de cor branco-creme. 
  O guaco é uma trepadeira de crescimento rápido a moderado que pode ser utilizada para cobrir cercas, treliças, grades, entre outros suportes de pequeno e médio porte. Apesar de volúvel, o tutoramento e o amarrio ajudam a planta a subir e se fixar. Também pode ser cultivada em vasos. 

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, leve e enriquecido com matéria orgânica, regado a intervalos regulares. Rústica, não exige maiores manutenções, apenas podas periódicas para controlar o crescimento. Aprecia o frio subtropical ou mediterrâneo. Multiplica-se por sementes ou estacas semilenhosas ( PATRO, 2012 ).
Indicações: Afecções respiratórias em geral, tosses, asma, bronquite, gripes, resfriados, alergias, afecções de pele, câncer, reumatismo.
    Propriedades: Expectorante, anti-tussígena, broncodilatador, antiinflamatória, antimicrobiana, emoliente, calmante, anticancerígena, cicatrizante, anti-reumático.
   Partes usadas:  Folhas e flores ( PATRO, 2012 ).
Planta de Guaco. Aspecto do ciclo vegetativo 



Alface
   Nome Científico: Lactuca sativa
   Nome Popular: Alface
   Divisão: Angiospermae
   Origem: Leste do Mediterrâneo
   Ciclo de Vida: Anual

A alface é uma hortaliça anual de seiva leitosa, tipicamente de inverno, cultivada há milhares de anos e que sofreu intenso melhoramento genético até chegarmos nas variedades atuais. As principais variedades agrupam-se em alfaces de cabeça crespa, de cabeça lisa, romana, de folha e de haste. As alfaces em geral apresentam folhas macias, grandes, de sabor suave e refrescante, que crescem em volta do caule pequeno (filotaxia em roseta), podendo apresentar diversas tonalidades de verde e roxo-bronzeado. Seu sistema radicular fasciculado é delicado, muito ramificado e superficial. A floração ocorre no verão, estimulada pelos dias longos. Os frutos da alface se apresentam pontiagudos, de formato oval, elíptico ou espatulado com estrias longitudinais na superfície e comprimento variável de 2 a 5 mm.

As alfaces apresentam elevado conteúdo em vitaminas, minerais e água, são pobres energéticamente e prestam-se a inúmeros pratos culinários, sendo consumida crua em saladas e sucos ou cozida em sopas e refogados. Cada 100 gr de alface contém apenas 15 kcal o que a torna uma alimento importante em dietas de restrição calórica.

Deve ser cultivada sob sol pleno, protegidas nas horas mais quentes do dia. Multiplica-se por sementes postas a germinar que, posteriormente, deverão ser transplantadas ao local definitivo, contudo, pode-se plantar também diretamente no local definitivo, mas neste caso, é necessário espaçar a semeadura (30cm ou mais), as sementes devem ser cobertas com serragem fina ou outra cobertura até a germinação, quando então a cobertura deve ser retirada. O solo para o plantio deve ser convenientemente preparado, sendo que as alfaces apreciam solos soltos, férteis e ricos em matéria orgânica. 
O cultivo hidropônico da alface também é muito interessante comercialmente, no qual as plantas são mantidas em ambientes protegidos e recebem solução nutritiva para seu completo desenvolvimento em ausência de terra. Plantas cultivadas hidropônicamente exigem intensos cuidados, são mais duráveis e geram boa rentabilidade. Em geral a colheita é feita entre 50 e 70 dias após a semeadura ( PATRO, 2012 ). 
Indicações: Insônia, nervosismo, agitação, conjuntivite, reumatismo, problemas gastro-intestinais, gases.
Propriedades: Calmantes, sedativas, antiácida, anti-reumática, calmante do estômago, diurética, eupéptica, laxante (leve).
Partes usadas: Folhas, raízes e seiva ( PATRO, 2012 ).
Aspecto geral da planta de Alface (variedade crespa) no estado vegetativo
Foto de: Cristina Schubert


Margarida
    Nome Científico: Chrysanthemum leucanthemum.
    Sinonímia: Leucanthemum vulgare.
   Nome Popular: Margarida, margarida-olga, bem-me-quer, bonina, margarita, margarita-maior, malmequer-maior, malmequer-bravo, olho-de-boi.
    Divisão: Angiospermae.
    Origem: Europa.
    Ciclo de Vida: Perene.
Ao contrário daquilo que muitas pessoas pensam margarida não é o nome dado para uma única flor, muitas Flores de aspectos semelhantes receberam popularmente o nome de margarida, as mais conhecidas são as margaridas brancas e as margaridas amarelas. As margaridas são inflorescências, originárias do Hemisfério Norte e apresentam registros existenciais de mais de mil anos.
Antigas civilizações desenvolveram um tabuleiro cercado por margaridas brancas e  amarelas, com cores fortes no centro, com a finalidade de curar problemas oftalmológicos ( PATRO, 2012 ).
O cultivo não é exigente com relação ao solo e irrigação. São comercializadas em arranjos e vasos, mas são flores ideais para cultivo em jardins.
A margarida tornou-se mundialmente conhecida em função de uma brincadeira com as pétalas das flores mais externas na qual cada pétala representa um sentimento positivo ou negativo, as pétalas são arrancada uma a uma e a última responde a tradicional pergunta “bem-me-quer, mal-me-quer” ( PATRO, 2012 ).
As pequenas margaridas, principalmente as amarelas, não costumam ser muito utilizadas na culinária, mas algumas culturas a utilizam em saladas e decoração de pratos.
Uma flor de beleza suave e delicada a margarida é bastante utilizada para decoração de ambientes hospitalares, acredita-se que as características particulares dessa flor de a ela propriedades calmantes. É curioso o fato de que uma flor pequena e delicada como a margarida possa se adaptar com tanta facilidade a vários tipos de solo, e envolver lendas e simbologias tão antigas. Nos dias atuais muitos representantes da gastronomia vêm desenvolvendo novos pratos a base de flores. Na medicina a margarida foi inicialmente utilizada pelos povos anglo-saxônicos, em rituais de cura que envolviam práticas mágicas. Na medicina moderna é, assim como muitas outras flores, utilizada em terapias alternativas como a aromaterapia e cromoterapia ( PATRO, 2012 ).

Detalhe do capítulo de Margarida, ressaltando flores tubulosas no centro (amarelo) e flores liguladas na periferia (brancas) Foto de: Tácio Philip.

Tupinambo

Nome científico: Helianthus tuberosus.
   Nome popular: Tupinambo, tupinambor, topinambo ou girassol-batateiro.
   Divisão: Angiospermae.
   Origem: América.
O Helianthus tuberosus é conhecido popularmente como tupinambo ou girassol batateiro. É uma planta nativa da América, cultivada por seu tubérculo comestível. Crescem até uma altura de 4 metros.
A planta é rústica e de fácil cultivo, mesmo em solos não muito férteis. É resistente a doenças e predadores. A multiplicação é feita através da plantação dos tubérculos em linha.
As folhas são simples, limbo ovado, bordo serrilhado e ásperas ao tato. As flores são de um amarelo-ouro que se agrupam em rácimos (um tipo de inflorescência). Os frutos são muito parecidos com as sementes do girassol.
Diferentes da maioria dos tubérculos, porém em comum com os outros membros da família Asteraceae, os tubérculos armazenam, em vez de amido, a inulina, carbohidrato que por meio da cocção se decompõem em moléculas de frutose. Por esta razão, é uma fonte importante de frutose para a indústria. Como na sua composição, em vez amido há inulina, torna-se um bom substituto da batata na alimentação de diabéticos e celíacos. Além disso, o tupinambo favorece a digestão, o bom funcionamento da flora intestinal, reduz o colesterol, sendo importante também em dietas hipocalóricas, e ainda estimula nosso sistema imunitário e é energético.
                                




1

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Imagens do Tupinambo. 1. Inflorescências. 2. Tubérculos. Fonte: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Helianthus_tuberosus> .


 
Girassol
O girassol, ou Helianthus annuus caracteriza-se por possuir grandes inflorescências do tipo capítulo, com aproximadamente 18 cm de diâmetro. O seu caule atinge aproximadamente 1,8 metros de altura e apresentar filotaxia do tipo oposta cruzada. Outra característica muito conhecida é o fato de girassol apresentar heliotropismo.
Possue flores reunidas em capítulo, com flores tubulosas centrais,  pentâmeras, gamopétala, dialissépala, diclamídea, heteroclamídea e andrógina (as flores liguladas são unissexuadas e se localizam na periferia do capítulo). O androceu é isostêmone com anteras rimosas. O gineceu com ovário ínfero e uniovulado. O fruto, portanto, é do tipo cipsela.
O girassol é uma planta rústica que se adapta bem a vários tipos de solo. Preferencialmente, deve-se optar por solos corrigidos, profundos, férteis, planos e bem drenados, para que as raízes desenvolvam-se normalmente. O ciclo vegetativo varia entre 90 a 130 dias. No Paraná, o período da semeadura vai de agosto a meados de outubro. O florescimento ocorre, em média, 60 dias após a semeadura.

O mercado de semente de girassol é dividido em híbridos e variedades. Os híbridos são, normalmente, mais produtivos que as variedades. Entretanto, as sementes de variedades são mais baratas. 
 Características botânicas e agronômicas:
- ciclo vegetativo: 100 dias;
- início do florescimento: 53 dias;
- maturação fisiológica: 85 dias;
- altura das plantas: 155 cm;
- diâmetro dos capítulos: 18 cm;
- peso de mil aquênios: 60g;
- teor de óleo: 40-44%.
O girassol possue muitas importância econômica: a produção de silagem, de biodiesel e de óleo vegetal. A silagem de girassol apresenta um alto valor energético e o teor de proteína que pode ser 35% superior ao do milho. Possui, também, maior tolerância à deficiência hídrica e a geadas leves, quando comparado com o milho e o sorgo. No beneficiamento de uma tonelada de grãos obtém-se, em média, 300 kg de torta com 48-50% de proteína. Biodiesel (um combustível ecológico) - a comunidade científica e governos de vários países vêm buscando alternativas à produção de energia obtida a partir do petróleo. Atualmente, há inúmeras experiências sendo desenvolvidas com óleos vegetais, como o girassol, a soja, a mamona. Essas culturas, têm potencial para se transformarem em fontes de energia que podem substituir o óleo diesel gerado do petróleo. O óleo de girassol apresenta sabor suave e aroma neutro, ideais para uso em saladas, margarina, maionese e frituras. Destaca-se por suas qualidades físico-químicas, é extraído da semente de girassol (que possui cerca de 24% de proteínas e 47, 3% de óleo, sendo rica em ácido linoléico). O ácido linoléico é o mais conhecido tipo de ácido graxo, substância que não é produzida pelo organismo, mas é essencial à vida. O óleo de girassol possui em sua composição baixa quantidade de ácidos graxos saturados (responsáveis pelo aumento dos níveis de colesterol)  e alto teor de ácidos graxos poliinsaturados, que auxiliam na condução de gorduras acumuladas no organismo para o fígado, local em que são metabolizadas.


Imagem 1:                                                               Imagem 2:
                          


O título das imagens deve ser colocado abaixo, com a fonte bibliográficaImagem 1 disponível em:<http://falandocomamigas.blogspot.com.br/2010/10/o-girassol.html>. Imagem 2  Nádia Mara 16:27 http://lindas-flores.blogspot.com.br/2012/02/girassol.html>. Acesso em: 01/05/2012.



Dente de Leão
O dente de leão ou Taraxacum oficinalis é uma herbácea perene, altura entre 3-9 cm. Tem uma raiz principal que cresce profundamente no solo, caule curto e folhas dispostas em roseta, com limbo simples, formato oblongo - lanceoladas, profundamente lobado com margem dentada.

No período da floração desenvolve-se um caule especial, o escapo, que termina em uma inflorescência amarelo-ouro, o capítulo. Floração ocorre na primavera até ao outono. De cada flor desenvolve uma cipsela, fruto seco indeiscente, derivado do ovário ínfero e equipados com o característico Pappus: um branco tufo de restos do cálice modificado, que, agindo como um pára-quedas, auxilia na dispersão pelo vento.
É um planta facilmente encontrada em áreas rurais e urbanas, vista por muitos como “erva daninha”, mas também muito apreciada na culinária mundial, principalmente na Europa central e mediterrânea, consumida  na forma de saladas, sucos e chás . Também é muito apreciado por ser muito nutritivo e com baixo valor calórico; é rico em vitaminas, minerais, proteínas, inulina e pectina. O seu conteúdo de carotenóides é extremamente elevado, o que se reflete no seu alto valor em vitamina A (mais alto do que o da cenoura).  Além disso, o dente de leão é rico em vitamina C, riboflavina, B6 e tiamina, assim como cálcio, potássio, cobre, manganês e ferro.
Conhecida popularmente, como: taráxaco, amor-de-homem, amargosa, alface-de-cão ou salada-de-toupeira. No Nordeste é conhecida por "esperança": abre as janelas e deixa a esperança entrar na tua casa trazida pelo vento da tarde;e em Portugal por : quartilho, taráxaco ou amor-dos-homens - as crianças conhecem a planta pela designação o-teu-pai-é-careca (citação).
A planta inteira é usada como diurético, purificador do sangue, laxativo e para facilitar a digestão e estimular o apetite. Além disso, contribui para aumentar a produção de bílis por isso é adequado para os problemas de fígado e vesícula biliar. A raiz é indicada para reumatismo. Faz-se óleo de massagem, também para artrite. Também é conhecida como um ótimo emagrecedor quando tomado (chá) 3 vezes ao dia .
   
Detalhe do capítulo e infrutescência de Taraxacum oficinalis
Foto:wikipedia.                          Foto de: Parnanet.



Alcachofra

Nome científico: Cynara scolymus

É planta de hábito herbáceo, perene e rizomatosa, apresenta caule estriado, com folhas grandes, verdes, com limbo lanceolado, carnosas e pubescentes, que podem ou não ser providas de espinhos. A inflorescência quando imatura apresenta receptáculo e a base das brácteas comestíveis.

Para o cultivo, preferem solos sílico-argiloso-calcário, profundo, fértil e bem drenado.

Embora considerada pela maioria como um alimento exótico, seu cultivo e consumo vem aumentando, devido também ao seu uso cada vez maior como planta medicinal. Como alimento são usadas as grandes folhas e as inflorescências ou capítulos globosos. As alcachofras constituem um alimento excelente para os diabéticos, tanto as bases de suas folhas florais ou brácteas do invólucro, como o receptáculo floral e ainda as hastes que o sustentam (Citação)
No uso medicinal suas propriedades se referem principalmente aos problemas do fígado e diabete. Um livro alemão de 1996 (CITAR O AUTOR OU RETIRAR A INFORMAÇÃO!!!)  resume estas propriedades da seguinte maneira: "Os preparados de alcachofra são, do ponto de vista farmacêutico, um produto amargo com influência favorável sobre o metabolismo hepático. Estimula ao  mesmo tempo a produção de bílis e o fluxo da mesma. O mal-estar, a  sensação de repleção e o meteorismo causados por um mau funcionamento do fígado e acompanhados de dores, diminuem com os preparados de alcachofra. Os pacientes com cálculos biliares padecem menor número de cólicas. Outras propriedades do tratamento com alcachofra são a eliminação da gordura e colesterol no sangue. Desconhece-se qual o efeito exato que causam os preparados de alcachofra com a diabete."
           

Botão floral imaturo da Alcachofra e aspecto geral da planta no campo
Fotos de: Jakza


 
Referências:

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PATRO, RAQUEL. ALMEIRÃO – Chichorium intybus. Disponível em:< http://www.jardineiro.net/br/banco/cichorium_intybus.php>. Acesso em: 02/05/2012.
PATRO, RAQUEL. CAMOMILA - Matricaria recutita. Disponível em:< http://www.jardineiro.net/br/banco/matricaria_recutita.php > Acesso em: 02/05/2012.
PATRO, RAQUEL. GUACO – Mikania sp. Disponível em: < http://www.jardineiro.net/br/banco/mikania_sp.php >. Acesso em: 02/05/2012.
PATRO, RAQUEL. ALFACE – Letuca sativa. Dispnível em: <  http://www.jardineiro.net/br/banco/lactuca_sativa.php >. Acesso em: 02/05/2012.
PATRO, RAQUEL. MARGARIDA – Chrysanthemum leucanthemum. Disponível em: <http://www.jardineiro.net/br/banco/chrysanthemum_leucanthemum.php>. Acesso em: 02/05/2012.
MARGARIDAS – SAIBA MAIS SOBRE ESTES TIPOS DE FLORES. Disponível em: <http://www.flores-online.com/flores/margaridas-saiba-mais-sobre-estes-tipos-de-flores/>. Acesso em: 02/05/2012.
Helianthus tuberosus.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Helianthus_tuberosus>. Acesso em: 01/05/2012.

O TUPINAMBO (TUPINAMBOR, TOPINAMBO, GIRASSOL – BATATEIRO) É SUBSTITUTO IDEAL NA SUA ALIMENTAÇÃO, PRINCIPALMENTE SE É DIABÉTICO OU CELÍACO. Disponível em: http://www.quentalbiologico.com/2010/05/tupinambo-tupinambor-topinambo-diabetico/>. Acesso em: 01/05/2012.

 GIRASSOL. Disponível em:<http://www.cnpso.embrapa.br/index.php?op_page=62&cod_pai=154> Acesso em: 01/05/2012.

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 PLANTAS MEDICINAIS. Disponível em: < http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/avulsas/clemente.pdf >. Acesso em: 02/05/2012.