Denomina-se deiscência a abertura natural de qualquer órgão vegetal. Muitos frutos abrem-se depois de certo tempo, largando as sementes através de aberturas especialmente e outros não liberam as sementes.
Segundo a definição de Souza (2003):
1) Frutos Deiscentes: o pericarpo abre-se quando maduro, mediante fendas transversais, longitudinais ou irregulares, expondo as sementes;
2) Frutos Indeiscentes: não há liberação das sementes na maturidade e permanecem encerradas no pericarpo, ou ocorre a liberação apenas após o apodrecimento do fruto.
Segundo Potsch (1965), a causa de deiscência dos frutos está diretamente relacionada com o meio ambiente e não depende dos fatores próprios de cada espécie. Quanto maior a umidade ambiental menor será as chances de acorrer deiscência dos frutos. De acordo com Bonnier, citado por Potsch (1965), as propriedades das paredes celulares lignificadas são responsáveis pelos movimentos de deiscência: as fibras lignificadas ao secarem, contraem-se mais no sentido de sua largura e quanto mais espessas as suas paredes maior é a contração.
Tanto os frutos deiscentes como os indeiscentes são classificados pela consistência da casca e o número de carpelos componentes.

Fruto seco deiscente e carnoso deiscente.
Fruto seco indeiscente e carnoso indeiscente.
Fontes:
POTSCH, W. ET alii. Botânica. Rio de Janeiro, fundação Alfredo Herculano Xavier Potsch, 1965. 353p.
SOUZA, L. A. Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântulas. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2003. 259p.il.
http://equipe4.8m.com/2bim/morlologia_fruto.htm

1 comentários:
Boa Postagem!
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