Esta postagem foi apresentada como trabalho de pesquisa de alunos da 1a. série do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UEPG- turma 2012 para a disciplina MORFOANATOMIA VEGETAL (303113).
Grupo: Ana Paula dos Santos, Ana Paula Chuproski e Loriane Marcela Laurete
Grupo: Ana Paula dos Santos, Ana Paula Chuproski e Loriane Marcela Laurete
Vacúolos
Os vacúolos são componentes citoplasmáticos da célula vegetal. Possuem conteúdo de natureza química diversa chamado de suco celular ou vacuolar, e são delimitados por uma membrana chamada tonoplasto.
O tamanho do vacúolo é variável e depende do tipo de tecido de que faz parte. Em células meristemáticas, os vacúolos são numerosos e de pequenas dimensões, difíceis de detectar ao microscópio fotônico. Já em células diferenciadas, como no parênquima e colênquima, são centrais e volumosos e podem chegar até 90% do volume celular, ocupando grande parte do citoplasma, que fica restrito à periferia, comprimido contra a parede celular. O preenchimento da célula com o conteúdo do vacúolo além de representar um mecanismo de economia de energia, também faz com que ela adquira uma grande superfície entre o citoplasma e o meio externo. Este fator é importante para manutenção da pressão hidrostática interna da célula.
Entre as substâncias encontradas nos vacúolos encontram-se água, sais, carboidratos, ácidos orgânicos e proteínas. Nos vacúolos também ocorre armazenamento de substâncias ergásticas como amido, taninos, pigmentos, gorduras e cristais. Os taninos são metabólitos tóxicos para a própria planta e também para parasitas e animais herbívoros. Já os pigmentos, entre eles a antocianina, são responsáveis pela coloração de folhas, flores e frutos.
Por meio de enzimas, o vacúolo também pode exercer função lissossômica realizando a digestão de moléculas e organelas desnecessárias à célula. Células ou tecidos secretores podem liberar substâncias que ocuparão o vacúolo, tanto como produtos da excreção da célula, quanto como integrantes do metabolismo celular, a exemplo dos hormônios.
O vacúolo também possui a função de colaborar no equilíbrio iônico da célula vegetal. O acúmulo de sódio (Na) no citosol, por exemplo, pode inibir a atividade de um grande número de enzimas necessárias ao metabolismo celular. Um dos mecanismos que a célula utiliza para corrigir esse desequilíbrio é compartimentalizar e isolar o Na no vacúolo. A entrada do Na é realizada por transporte ativo na membrana do tonoplasto, através do antiporte Na/H.
Nas células vegetais mais jovens, os vacúolos são pequenos e numerosos, que se fundem e aumentam de volume à medida que a célula amadurece.
Nas células vegetais maduras, o vacúolo pode ocupar cerca de 90% do volume celular.
Relações com a Bioquímica
Em uma correlação com a bioquímica, os vacúolos são organelas que contém água e outros solutos minerais e orgânicos na forma iônica e outros não essenciais. Pode haver também na forma de sais cristalizados.
Todas as substâncias do vacúolo têm uma relação muito direta com o conteúdo da célula. A força impulsionadora para absorver água pela célula (pressão osmótica) faz com que os vacúolos sejam importantes também para determinar o formato das células pela turgescência, de células não lignificadas.
Outra funcionalidade dos vacúolos na natureza química, é a regulação do pH. Nos vacúolos há uma grande concentração de H+. Quando o tonoplasto, membrana especializada que requer gasto de energia, arrebenta, são liberados no citoplasma muito H+. O metabolismo no citoplasma de carboidrato produz uma grande quantidade de H+. Então o H+ vai para o vacúolo ou para fora da célula.
Vacúolo – pH 5,0 – 5,5 Citoplasma - 7,0 – 7,5
Fontes Bibliográficas
ESAU, K. Anatomia das plantas com sementes. São Paulo: Edgard Blucher, 1974.
Fontes Bibliográficas
ESAU, K. Anatomia das plantas com sementes. São Paulo: Edgard Blucher, 1974.
SOUZA, L.A. Morfologia e Anatomia Vegetal: células, tecidos, órgãos e plântula. Ponta Grossa:
Editora UEPG, 2009.
Editora UEPG, 2009.
COSTA, A. Histologia Vegetal. Disponível em:
http://www.joinville.udesc.br/sbs/professores/arlindo/materiais/APOSTILAC_LULAVEGETAL1.pdf
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Tolerância das plantas à salinidade: aspectos fisiológicos e bioquímicos. Enciclopédia biosfera,
Centro Científico Conhecer - Goiânia, vol.6, N.11;2010. Disponível em:
http://www.conhecer.org.br/enciclop/2010c/tolerancia%20das%20plantas.pdf.
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SOUZA, Luis Antonio Morfologia e Anatomia Vegetal: células, tecidos, órgãos e plântula. Ponta Grossa: ED UEPG, 2009.

1 comentários:
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