quinta-feira, julho 19, 2012 2 comentários By: Unknown

SOLANACEAE



Família Solanaceae

Solanaceae: Principais características da família

Solanaceae é uma família botânica representada por aproximadamente 2000 espécies distribuídas em 95 gêneros que possui grande importância para a alimentação da sociedade.

Assim como todas as famílias botânicas, a Solanaceae possui características marcantes que são responsáveis pela diferenciação dela entre as demais famílias existentes.

Entre estas características estão:
  • Flores grandes e médias, isoladas ou reunidas em inflorescência cimosa. Diclamídea, heteroclamídea, pentâmera, gamossépala, gamopétala, andrógina. Androceu iso ou oligostêmone (4 estames didínamos, epipétalos) com antera rimosa ou poricida. Gineceu gamocarpelar, com ovário súpero, pluriovulado.
  • Fruto cápsula ou baga.
  • Plantas arbóreas (pequenas), arbustivas, herbáceas, raramente lianas.
  • Folhas alternas, simples, com limbo severamente partido (pinatissecta).
         A seguir alguns exemplos de espécies que fazem parte desta grande família.

Tomate (Solanum lycopersicum)
Fonte: http://www.biolib.cz/IMG/GAL/18320.jpg

O tomate (conhecida vulgarmente ainda como tomateiro) é um fruto da espécie Solanum lycopersicum, nativo da América Central e do Sul (PATRO, 2012).

O tomateiro tem caule de textura herbácea a semi-herbácea, ramificado, rasteiro ou trepador, flexível. Seu comprimento varia de 1,2 a 2,5 metros em média. As folhas são alternas, pecioladas, pinadas e com margens dentadas. As flores, agrupadas em número de 3 a 12, surgem em inflorescências do tipo cimeira e são amarelas. Ele se adapta à uma ampla variedade climática, podendo ser plantado em hortas e vasos, ao ar livre ou em estufas. Leva cerca de 110 dias do plantio à colheita, no verão (PATRO, 2012).

O tomate é um fruto do tipo baga, e pode ter o formato, redondo, oblongo, achatado ou piriforme, liso ou com estrias. Sua cor varia do verde, passando pelo amarelo, laranja, rosado, até o vermelho vivo, de acordo com a cultivar (PATRO, 2012)

Rico em licopeno, vitaminas A, B e C, carotenóides e minerais, o tomate é nutritivo e contém propriedades antioxidantes (PATRO, 2012).

Tabaco (Nicotiana tabacum)

Fonte: http://nicotianatabacum.blogspot.com.br

O tabaco é uma espécie do gênero Nicotiana e é nativo das Américas. É uma planta anual, herbácea, com folhas viscosas, macias, largas, grandes, inteiras, ovais, com até 60 centímetros de comprimento. As flores são róseas ou vermelhas, com um tubo branco, produzidas em panícula no pendão floral (MALGUITCHA, 2012).
Sua propagação é feita por sementes que germinam muitas vezes em estufas e posteriormente transplantadas para o campo, quando estão com 15 a 20 centímetros de altura (MALGUITCHA, 2012).
A planta desenvolve-se bem em condições de clima ameno a quente e solos permeáveis, com alto teor de matéria orgânica e boa disponibilidade de água durante todo o ciclo da planta (MALGUITCHA, 2012).
A colheita é feita retirando-se 3 a 4 folhas mais velhas de cada vez, quando estão já bem desenvolvidas e maduras. Conhece-se o estágio de maturação das folhas mais velhas pela sua cor amarelada. A produtividade normal é de 600 a 800 quilos de folhas curadas por hectare. Folhas curadas são aquelas que foram secas à sombra, ao natural ou em estufa (MALGUITCHA, 2012).
Sua folha é a única parte da planta de importância comercial e é usada a para confecção de cigarros, charutos, rapé e outros produtos (MALGUITCHA, 2012).


B
ATATA (Solanum tuberosum)


Fonte:http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA9IoAA/batata

A batata é um tubérculo perene que pertence à família das Solanaceae. A batata é originária do Peru, onde era cultivada pelo povo Inca. Atualmente, nos países andinos, se produz e comercializa mais de 200 variedades diferentes de batatas. Em uma pesquisa baseada no DNA, comprovou-se que todas as variedades da batata descendem de uma única variedade de planta originária do sul do Peru. Esta mesma pesquisa cita evidências arqueológicas de que o vegetal já era cultivado há 7.000 anos para efeitos de alimentação humana (ROCHA, 2008).
Trata-se de uma planta de ciclo anual, de baixo porte, as hastes são tenras e quebram com facilidade. As folhas são formadas nas hastes e de tamanhos relativamente grandes e compostas por vários folíolos arredondados de diferentes dimensões. . As flores têm os dois sexos na mesma flor, são andróginas (PORTAL SÃO FRANCISCO, 2012).
 A batata não tolera geada e apresenta bom desenvolvimento em regiões de temperatura amena a quente e com boa disponibilidade de água no solo. A propagação de batata comercial é feita por tubérculos (batatas) (ROCHA, 2008).
           Em 1570 a batata foi levada para a Espanha, de lá se espalhou para a Europa e depois por todo o mundo. Atualmente a cultura mundial atinge cerca de 300.000.000 toneladas por ano (ROCHA, 2008).
              A batata é fonte carboidratos, sais minerais, vitamina C e do complexo B. No entanto, esses nutrientes podem perder-se no cozimento. Para que isso não ocorra, é necessário que as batatas sejam cozidas com casca (ROCHA, 2008).


PIMEN
TA (Capsicum chinense)


Fonte:  http://jardineiro.net/br/banco/capsicum_sp.php


As pimentas pertencem à família Solanaceae e ao gênero Capsicum. . As espécies domésticas e mais cultivadas são a Capsicum baccatumCapsicum chinenseCapsicum  frutescens e Capsicum pubescens (FILHO, 2012).
As pimentas são cultivadas principalmente com fins alimentares, medicinais, condimentares e ornamentais. Elas apresentam caule lenhoso ou semi-lenhoso, ramificado, ereto ou recurvado, e folhas lanceoladas, verdes e brilhantes, com nervuras bem marcadas. O porte é variável, sendo que algumas cultivares são anãs e outras podem atingir 1,5 metros de altura. As flores são em sua maioria brancas, mas algumas variedades apresentam flores arroxeadas. O fruto é uma baga de tamanho variável, que pode ter formato esférico, cônico, campanulado, entre outros e apresentar diversas cores. São cultivadas em regiões de clima tropical à uma temperatura média de em torno de 25ºC (FILHO, 2012).
Apesar de consideradas perenes, as variedades atuais de pimenteiras são selecionadas para frutificarem intensamente em um curto período de tempo (FILHO, 2012).
Podem ser consumidas secas, em conserva do fruto inteiro e na produção de molho. No processo de conserva do fruto inteiro, a pimenta é acondicionada em embalagens de vidro em solução com álcool, cachaça, vinagre, óleo de cozinha ou azeite (FILHO, 2012).
            A capsaicina e outros compostos do grupo dos capsaicinóides são os responsáveis pelo sabor picante das pimentas (FILHO, 2012).
            O valor nutricional da pimenta é relativamente alto, por constituir boas fontes de vitaminas, principalmente C e, em tipos ingeridos secos, vitamina A. Apresenta ainda cálcio, ferro, caroteno, tiamina, niacina, riboflavina e fibras (FILHO, 2012).

Berinjela (Solanum melongena)

    Fonte: Stephen Barnes.
          
Fonte: http://www.yunphoto.net/pt/ord-37.html


          A berinjela (conhecida vulgarmente ainda como bringela) é um fruto da espécie Solanum melongena, nativa do Sudeste da Ásia (MATHIAS, 2010).
          A berinjela é uma planta arbustiva, de textura herbácea e porte pequeno (0,4 a 1,5 metros). Suas folhas são grandes, verdes, de disposição alterna e margens onduladas. Apresenta caule semilenhoso, espinhento e ramificado (cor verde ou arroxeada) (MATHIAS, 2010)
Suas flores são andróginas e as pétalas podem assumir tons de roxo, rosa e branco. Os estames são amarelos (MATHIAS, 2010).
      A planta da berinjela é adaptada a climas quentes, sendo cultivada em regiões tropicais e subtropicais do mundo (no Brasil destacam-se as regiões Sul e Sudeste). Seu ciclo de vida pode variar: as espécies selvagens são perenes e de vida curta, já as berinjelas domésticas tem ciclo anual (MATHIAS, 2010).
         As áreas de plantio da planta estão crescendo assim como os interesses por ela. A China é a maior produtora mundial, seguida pela Índia. A berinjela pode ser cultivada (como planta ornamental ou para comercialização) e também tem várias propriedades medicinais (MATHIAS, 2010).
       Existe uma cultivar da berinjela cujos frutos são brancos, pequenos e com formato oval. Esta planta é cultivada em vasos como ornamental e é conhecida popularmente como “Pé de ovo” (MATHIAS, 2010).
        O interesse comercial está no fruto da planta, que é carnoso, geralmente de tonalidade roxa, nutritivo e de baixa caloria, sendo largamente utilizado na gastronomia. Pode ser preparado cru, cozido, assado, frito, em conserva, como antepasto e em sucos e saladas (MATHIAS, 2010).                                       
        A berinjela também é muito apreciada por ser fonte de diversos nutrientes. Suas folhas e frutos são ricos em ferro, fósforo, cálcio, potássio, magnésio, proteínas e vitaminas (MATHIAS, 2010).
     Com tudo isso, a Solanum melongena  é um alimento com poderosas propriedades medicinais, recomendado no tratamento do colesterol alto, do diabetes, da gota, do reumatismo, da artrite, da obesidade e da hipertensão, tendo ainda princípios laxativos e diuréticos (MATHIAS, 2010).

Manacá- de- cheiro (Brunfelsia uniflora)

Fonte: Wikipédia

A espécie Brunfelsia uniflora (conhecida vulgarmente como manacá- de- cheiro, Romeu e Julieta, ontem, hoje e amanhã) é uma planta cuja origem está na Mata Atlântica, Brasil (PATRO, 2012).
O manacá é considerado um arbusto lenhoso, muito ramificado e de textura áspera. Pode atingir até três metros de altura. Suas folhas são pequenas, ovais, lisas e verdes - escuras. As flores têm uma característica interessante: mudam de cor. Inicialmente são azul–arroxeadas e com o passar do tempo tornam-se brancas. Os frutos são bagas globosas e amadurecem no final do verão (PATRO, 2012).
O manacá- de- cheiro é uma planta de zona tropical e subtropical, adaptada a climas quentes, tolerando também o frio. Ocorre de Pernambuco ao Rio Grande do Sul, no interior de florestas ou em bordas de capões. O ciclo de vida da Brunfelsia uniflora é perene (verão) (PATRO, 2012).
Sua utilização no paisagismo é ampla, podendo ser cultivada isolada ou em grupos.As flores são muito cheirosas e este perfume pode ser extraído para perfumaria (PATRO, 2012).
 Na medicina indígena e no uso popular, o chá das folhas de manacá- de- cheiro é empregado no tratamento da artrite e do reumatismo. As folhas ainda são consideradas portadoras de princípios anestésicos, diuréticos, abortivos, hipotérmicos, laxativos e narcóticosAs raízes possuem propriedade anti-inflamatória (PATRO, 2012).
É uma planta hospedeira de lagartas e borboletas. Há uma borboleta conhecida como “Borboleta- do- Manacá”, que deposita seus ovos apenas nas folhas desta planta, sendo este o único alimento das lagartas (PATRO, 2012).








Trombeta (Brugmansia suaveolens)


Fonte:http://www.mundogump.com.br/qual-a-droga-mais-perigosa-do-mundo/

A trombeta (Brugmansia suaveolens) também conhecida popularmente como trombeteira ou saia-branca é uma planta da família Solanaceae originária das Américas Central e do Sul (PATRO, 2012).
A trombeta é um arbusto grande e ereto (atinge cerca de 2 a 3 metros) que tem folhas grandes e ovais, verdes, alternas e caducas. A flor da planta tem formato de trombeta (daí o nome popular), é pêndula e perfumada podendo chegar a 30 cm de comprimento e em geral tem coloração branca ou amarela (PATRO, 2012).
A planta aprecia calor e umidade, por isso é comum observá-la naturalmente na beira de riachos. Tem ciclo de vida perene e pode ser encontrada em diversas regiões do Brasil (PATRO, 2012).
Devido às flores grandes, a trombeta é utilizada como planta ornamental em grandes jardins. Porém, sua utilização paisagística é bastante discutida, visto que esta planta é muito tóxica e narcótica. Substâncias tóxicas (alcalóides) são encontradas em todas as partes da planta e podem provocar vômitos, náuseas, secura das mucosas, febre, taquicardia, alucinações e dilatação das pupilas (PATRO, 2012).
Em decorrência da popularização da trombeteira como droga, sua circulação no Brasil é controlada pelo Ministério da Saúde. Mas como a planta é facilmente encontrada, o controle se torna complexo. É chamada de droga do abuso, pois seu uso é freqüente em baladas (o conhecido “Boa noite, Cinderela”). Sua utilização pode resultar em coma e morte (PATRO, 2012).
Apesar de todos os efeitos maléficos, a flor da trombeta contém fitoterápicos usados na medicina para combater distúrbios institucionais e é anticolinérgica, usada no tratamento de asma e Mal de Parkinson, aliviando a bronco- dilatação e os espasmos musculares (PATRO, 2012).
JILÓ (Solanum gilo)

Fonte:http://images.search.conduit.com/ImagePreview/?q=jil%C3%B3&ctid=CT2849856&searchsource=15&SPV=EB_SSPV&start=0&pos=2)

O jiló, cujo nome científico é Solanum gilo, também referido como jinjilo em algumas regiões do Brasil, é um fruto tropical de casca fina brilhante, com formato redondo a ovóide e de coloração predominantemente esverdeada, pertencente a uma espécie de planta herbácea, anual. Esta planta que pode atingir até um metro e meio de altura, comumente chamada de jiloeiro é provavelmente originária da África (MARTINEZ, 2010). 
 O jiló é destaque por conter um sabor extremamente amargo, porém é muito apreciado na culinária brasileira pelo seu paladar e por suas propriedades digestivas (MARTINEZ, 2010).
Contém uma razoável quantidade de carboidratos e proteínas, minerais (cálcio, ferro e fósforo) e vitaminas (A, B e C) (MARTINEZ, 2010).
Terapeuticamente, o jiló é recomendado como um estimulante do metabolismo hepático e um regulador digestivo. Considera-se também que ele possua propriedades antidiarréicas e mineralizantes (MARTINEZ, 2010).
O jiló é cultivado em várias regiões do Brasil, com destaque para região Sudeste, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Para que se desenvolva bem o jiloeiro necessita de um ambiente propício que contenha solos areno-argilosos que sejam bem drenados e preferem climas quentes (MARTINEZ, 2010).
Existem diversas variedades de jiló. No Brasil as mais comumente encontradas são a Morro Grande e Rei do Verde, onde os frutos são de formato redondo, e a Comprido Verde-claro e Tinguá, onde os frutos são de formato alongado (MARTINEZ, 2010).

PIMENTÃO (Capsicuum anuum)

Fonte:http://images.search.conduit.com/ImagePreview/?q=piment%C3%A3o&ctid=CT2849856&SearchSource=15&FollowOn=true&PageSource=ImagePreview&SSPV=EB_SSPV&start=0&pos=11

O pimentão, cujo nome científico é Capsicuum anuum, é uma espécie pertencente da família das solanáceas originária da América Latina (STUMPF, 2012).
É uma planta herbácea, de caule também herbáceo, com folhas ovais acuminadas de cor verde-escura e flores brancas seguidas de frutos carnosos e ocos com muitas sementes (STUMPF, 2012).
Existem diversos tipos de pimentão. Eles podem ser divididos segundo a cor, o tamanho e o sabor. Podem ser verdes, vermelhos ou amarelos; os grandes, em geral, têm sabor adocicado, enquanto os pequenos são picantes (STUMPF, 2012).
É uma planta de ciclo de vida semiperene, mas cultivada como anual.  Pode ser plantado em todas as regiões do país, mas é pouco tolerante ao frio (STUMPF, 2012).
Tem alto valor nutritivo em vitaminas A e C, além de cálcio, fósforo, ferro e sódio em pequenas quantidades. O pimentão é muito utilizado na culinária em geral. Pode ser servido como prato principal ou usado como complemento em saladas, maioneses, molhos ou ensopados (STUMPF, 2012).
Inúmeras variedades existem para cultivo no mercado, citamos dentre eles Magda, Avelar e Yoko Wonder (STUMPF, 2012)


Referências
ROCHA, L. G. Batata. Disponível em:< http://www.jornallivre.com.br/80332/caracteristicas-da-batata-inglesa.html>. Acesso em 30 abr. 2012.

BATATA. Disponível em: <http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/batata/batata-5.php>. Acesso em 30 abr. 2012.

MATHIAS, J. Como plantar - Berinjela. Disponível em:  <http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/ 0,6993,EEC1123051-4529,00.html> Acesso em: 30 abr. 2012.

FILHO, G. A. F. Pimenta.
Disponível em: <http://www.ceplac.gov.br/radar/pimenta.htm>. Acesso em 30 abr. 2012.

MARTINEZ, M. Jiló. Disponível em: <http://www.infoescola.com/plantas/jilo/>. Acesso em: 27 abr. 2012.

MALGUITCHA. Nicotiniana tabacum. Disponível em: <http://nicotianatabacum.blogspot.com.br>. Acesso em: 29 abr. 2012.

PATRO, R. Manacá- de- cheiro, Brunfelsia uniflora.
Disponível em:<http: www.jardineiro.net/br./banco/brunfelsia_uniflora.php >. Acesso em: 01 mai. 2012.

PATRO, R. Tomate- Solanum lycopersicum.
Disponível em:<http: www.jardineiro.net/br./banco/solanum_lycopersicum.php >. Acesso em: 29 abr. 2012.

PATRO, R. Trombeteiro- Brugmansia suaveolens.
Disponível em:<http:www.jardineiro.net/br./banco/brugmansia_suaveolens.php>. Acesso em: 01 mai. 2012.

STUMPF, M. Cultivo do pimentão: Ficha técnica do Capsicuum anuum.
Disponível em: <http://www.fazfacil.com.br/jardim/horta_fruto_pimentao.html>. Acesso em: 27 abr. 2012.



















domingo, julho 15, 2012 1 comentários By: Paulo Henrique

PAREDE CELULAR SECUNDÁRIA

Esta postagem foi apresentada como trabalho de pesquisa de alunos da 1a. série do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UEPG- turma 2012 para a disciplina MORFOANATOMIA VEGETAL (303113).

 AUTORES: Paulo, Alice, Cleverson
Parede Celular Secundária 

A parede celular contribui para a integridade estrutural e morfológica da planta, é essencial para diferenciar as células animais das células vegetais, é fundamento para o crescimento da planta e evita expansão demasiada do protoplasma, fazendo com que não ocorra ruptura da membrana plasmática mesmo com o aumento do protoplasto. Existem dois tipos de parede celular, a primária que é formada durante o crescimento da célula e a secundária, depositada sobre a primária de fora para dentro, reduzindo o lúmem da célula.

A parede secundária é formada  logo após ter cessado  o crescimento da célula. São importantes em células especializadas, possuem mais celulose que a parede primária podendo em caso extremo sua constituição chegar até 94% de celulose, possuem três camadas (S1-externa ; S2 – mediana ; S3 – interna) essas camadas se diferenciam pela orientação das suas microfibrilas de celulose que é o que da resisitência a célula. É basicamente formada por celulose, hemicelulose e lignina.

A parede secundária mostra uma estratificação, tanto microscópica quanto submiscroscopica, que pode ser distinguida pelo microscópio óptico, externa, mediana e central. A parede secundária está ligada a primária por uma lamela de transição que ainda possui fibrilas cruzadas.


Esquema representativo das três camadas (S1, S2 e S3) que formam a parede celular secundária das células
http://www.google.com.br/imgres?num=10&um=1&hl=p
 Bibliografias consultadas:
Raven, Peter H. et al. Biologia Vegetal. 7ª Edição. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan. 2007
Nultsch, Wilhelm. Botânica Geral. 10ª Edição. ACRESCENTAR AQUI A CIDADE E A EDITORA.  2007
http://www.anatomiavegetal.ib.ufu.br/paredeCelular/
http://www.biologia.ufc.br/backup/docentes/IzabelGallao/PosGrad/Parede.Celular.Vegetal.pdf

sábado, julho 14, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Herbário do Departamento de Ciências Florestais


HDCF – Herbário do Departamento de Ciências Florestais

     O Herbário do Departamento de Ciências Florestais, da Universidade Federal de Santa Maria possui o registro de espécies vegetais do sul do país, espécies de importância florestais nativas e exóticas. O herbário é uma coleção de plantas secas que tem a finalidade de servir como um arquivo para a identificação das espécies vegetais. Tendo importância para a pesquisa na taxonomia e florística, como para outras ciências como a ecologia. Toda a pesquisa botânica tem somente validade com material comprobatório depositado em um herbário, pois sendo assim possível comprovar a verdadeira identidade da planta em estudo.

Obtenção das Exsicatas

As exsicatas e demais materiais científicos que integram o patrimônio do Herbário do Departamento de Ciências Florestais são provenientes de:
  • Coletas realizadas por docentes, técnicos, estagiários e alunos de graduação e pós-graduação;
  • Doações de outras fontes, geralmente em troca de determinação do material ou permuta;
  • Material de trabalhos de pesquisa ou de trabalhos técnicos como "Inventário Florestal Contínuo do Estado do Rio Grande do Sul e Planos de Manejo de Unidades de Conservação".
Organização

O herbário é organizado ordem alfabética ao nível de famílias e gêneros. As exsicatas são protegidas por papelão, amarradas com barbantes e guardadas em caixas de latas de metal galvanizado. As latas são estocadas em estantes de madeira.

Pessoal

O Herbário conta com dois engenheiros florestais lotados no Departamento de Ciências Florestais, professores Dr. José Newton Cardoso Marchiori e Dr. Solon Jonas Longhi, este Curador em exercício, funcionalmente responsáveis pelo acervo. Os trabalhos de montagem, registro, inclusão, armazenamento e conservação de exsicatas são exercidos pelos técnicos e estudantes dos cursos de graduação e pós – graduação em Engenharia Florestal. A mão de obra da montagem de exsicatas é compartilhada por técnicos e estudantes dos cursos referidos. Um acadêmico de graduação possui bolsa PRAE - Pró Reitoria de Assuntos Estudantis e os outros são vinculados aos projetos de pesquisas de docentes do Departamento e vinculados a dissertações e teses. Suas atuações no herbário são essenciais, ainda que esporádicas.

Incorporação do Material à Coleção Geral do Herbário

O material apresenta-se geralmente na forma de partes desidratadas de vegetais que, ao ser adquirido, freqüentemente está solto, separado apenas por folhas de jornal. Tal material é " montado" em uma folha simples de papel Kraft (chamado de "camisa"), junto com a etiqueta contendo os dados de coleta. Esse conjunto é inserido numa folha dupla de papel Kraft (chamado de "saia"). A montagem da exsicata visa sua preservação, tanto durante o armazenamento quanto durante os estudos. Os dados de coleta das exsicatas, já montada, são transcritos, datilograficamente, para uma ficha padrão, que é incluída num fichário padrão, que é incluída num fichário alfabético por família e gênero.
Os dados de coleta da exsicata, já montada, são transcritos, datilograficamente, para uma ficha padrão, que é incluída num fichário alfabético por família e gênero.

Conservação do Material

Para prevenção e combate às pragas que danificam o material, é colocada uma camada de bolotas de naftalina no fundo de cada lata. O expurgo do material já incorporado é feito esporadicamente, também se utiliza método de congelamento, sendo esse menos tóxico. Material novo que chega ao herbário é fichado e incorporado à coleção geral; só sendo expurgado quando se constata infestação por insetos.

Referências:
 HDCF- Herbário do Departamento de Ciências Florestais, Obtido em :http://w3.ufsm.br/herbarioflorestal/ , acesso em 10/07/2012.

EPIDERME

Esta postagem foi apresentada como trabalho de pesquisa de alunos da 1a. série do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UEPG- turma 2012 para a disciplina MORFOANATOMIA VEGETAL (303113).

Grupo: Karoline Vintureli Felicio
            Jean Fernandes

Epiderme

        Tecido primário de revestimento de folhas, partes florais, frutos e sementes. No caule e na raiz, a epiderme constitui o revestimento externo antes de estes órgãos sofrerem espessamento.
         A epiderme é constituída, geralmente, de apenas uma camada de células, entre as quais não se observam espaços intercelulares. As principais funções da epiderme são a proteção da superfície vegetal e o controle das trocas gasosas (inclusive de vapor d’água).
       As células, via de regra, são achatadas e suas paredes laterais onduladas, a fim de proporcionar maior aderência e resistência mecânica à superfície vegetal. A existência de células modificadas que formam os estômatos (as células-guarda, acompanhadas, em alguns casos, pelas células subsidiárias) possibilita as trocas gasosas. As únicas células epidérmicas que sempre apresentam cloroplastos são as células-guarda dos estômatos. A inexistência de espaços entre as células epidérmicas e a presença de substâncias hidrófobas em suas paredes externas evitam a perda excessiva de água pela planta.

                          Fotomicrografia ao microscópio óptico de estômatos de Tradescatia, em vista frontal
                                http://djalmasantos.wordpress.com/2011/04/22/testes-de-histologia-vegetal-24    

      A parede externa das células epidérmicas é revestida pela cutícula, que se forma nos estágios iniciais de desenvolvimento dos órgãos e é constituída primordialmente de cutina. A cutícula, sendo hidrófoba, protege contra a perda excessiva de água por transpiração.
     Entre as células da epiderme existem outros tipos de células, de acordo com o tipo de órgão e de planta. Dentre estas células, que são células epidérmicas modificadas, podemos citar os idioblastos, os tricomas, e as já mencionadas as células-guarda e subsidiárias.
    A função dos tricomas depende da sua localização no corpo da planta, em raízes aumentam a área de absorção da solução do solo, enquanto em órgãos aéreos evitam a perda excessiva de água, protegem contra insetos, etc.


    Um dos tricomas mais complexos é da folha de urtiga, como um fino tubo de extremidade reforçada por deposição de sílica na parede celular. O ferimento causado pela penetração dessa ponta aguçada na pele de um animal permite a entrada do conteúdo celular, contendo compostos altamente irritantes.
   Outras substâncias segregadas por pelos epidérmicos incluem os princípios ativos da droga marijuana, retirados da epiderme da planta Canabis sp.

Fontes:
Epiderme. Disponível em: <http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/epiderme/epiderme.php>. Acessado em: 24 abril 2012.
Estômatos. Disponível em: < http://djalmasantos.wordpress.com/2011/04/22/testes-de-histologia-vegetal-24/>. Acessado em: 26 abril 2012.



 
sexta-feira, julho 13, 2012 1 comentários By: Unknown

Vacúolos




Esta postagem foi apresentada como trabalho de pesquisa de alunos da 1a. série do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UEPG- turma 2012 para a disciplina MORFOANATOMIA VEGETAL (303113).

Grupo: Ana Paula dos Santos, Ana Paula Chuproski e Loriane Marcela Laurete

Vacúolos

Os vacúolos são componentes citoplasmáticos da célula vegetal. Possuem conteúdo de natureza química diversa chamado de suco celular ou vacuolar, e são delimitados por uma membrana chamada tonoplasto.
O tamanho do vacúolo é variável e depende do tipo de tecido de que faz parte. Em células meristemáticas, os vacúolos são numerosos e de pequenas dimensões, difíceis de detectar ao microscópio fotônico. Já em células diferenciadas, como no parênquima e colênquima, são centrais e volumosos e podem chegar até 90% do volume celular, ocupando grande parte do citoplasma, que fica restrito à periferia, comprimido contra a parede celular. O preenchimento da célula com o conteúdo do vacúolo além de representar um mecanismo de economia de energia, também faz com que ela adquira uma grande superfície entre o citoplasma e o meio externo. Este fator é importante para manutenção da pressão hidrostática interna da célula.
Entre as substâncias encontradas nos vacúolos encontram-se água, sais, carboidratos, ácidos orgânicos e proteínas. Nos vacúolos também ocorre armazenamento de substâncias ergásticas como amido, taninos, pigmentos, gorduras e cristais. Os taninos são metabólitos tóxicos para a própria planta e também para parasitas e animais herbívoros. Já os pigmentos, entre eles a antocianina, são responsáveis pela coloração de folhas, flores e frutos.
Por meio de enzimas, o vacúolo também pode exercer função lissossômica realizando a digestão de moléculas e organelas desnecessárias à célula. Células ou tecidos secretores podem liberar substâncias que ocuparão o vacúolo, tanto como produtos da excreção da célula, quanto como integrantes do metabolismo celular, a exemplo dos hormônios.
O vacúolo também possui a função de colaborar no equilíbrio iônico da célula vegetal. O acúmulo de sódio (Na) no citosol, por exemplo, pode inibir a atividade de um grande número de enzimas necessárias ao metabolismo celular. Um dos mecanismos que a célula utiliza para corrigir esse desequilíbrio é compartimentalizar e isolar o Na no vacúolo. A entrada do Na é realizada por transporte ativo na membrana do tonoplasto, através do antiporte Na/H.
Nas células vegetais mais jovens, os vacúolos são pequenos e numerosos, que se fundem e aumentam de volume à medida que a célula amadurece.
 Nas células vegetais maduras, o vacúolo pode ocupar cerca de 90% do volume celular.

Relações com a Bioquímica

            Em uma correlação com a bioquímica, os vacúolos são organelas que contém água e outros solutos minerais e orgânicos na forma iônica e outros não essenciais. Pode haver também na forma de sais cristalizados.
Todas as substâncias do vacúolo têm uma relação muito direta com o conteúdo da célula. A força impulsionadora para absorver água pela célula (pressão osmótica) faz com que os vacúolos sejam importantes também para determinar o formato das células pela turgescência, de células não lignificadas.
Outra funcionalidade dos vacúolos na natureza química, é a regulação do pH. Nos vacúolos há uma grande concentração de H+. Quando o tonoplasto, membrana especializada que requer gasto de energia, arrebenta, são liberados no citoplasma muito H+. O metabolismo no citoplasma de carboidrato produz uma grande quantidade de H+. Então o H+ vai para o vacúolo ou para fora da célula.

Vacúolo – pH 5,0 – 5,5         Citoplasma -  7,0 – 7,5









Fontes Bibliográficas
ESAU, K. Anatomia das plantas com sementes. São Paulo: Edgard Blucher, 1974.
SOUZA, L.A. Morfologia e Anatomia Vegetal: células, tecidos, órgãos e plântula. Ponta Grossa:
Editora UEPG, 2009.
Tolerância das plantas à salinidade: aspectos fisiológicos e bioquímicos. Enciclopédia biosfera,
Centro Científico Conhecer - Goiânia, vol.6, N.11;2010. Disponível em:
http://www.conhecer.org.br/enciclop/2010c/tolerancia%20das%20plantas.pdf.
SOUZA, Luis Antonio Morfologia e Anatomia Vegetal: células, tecidos, órgãos e plântula. Ponta Grossa: ED UEPG, 2009.


quinta-feira, julho 05, 2012 1 comentários By: Brendo

Plastos

Esta postagem foi apresentada como trabalho de pesquisa de alunos da 1a. série do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UEPG- turma 2012 para a disciplina MORFOANATOMIA VEGETAL (303113).
Estas organelas presentes nas células vegetais tem como função básica o armazenamento. Cromoplastos são os plastos que apresentam pigmentos (como a clorofila) em seu interior, e os Leucoplastos não apresentam pigmentação. Segundo (CUTTER, 2002):
“Os plastídios podem ser divididos em dois tipos: pigmentados e não pigmentados. Os plastídios pigmentados consistem de cloroplastos, que são verdes, e nos quais predomina o pigmento clorofila, e cromoplastos, que geralmente são amarelos, laranjas ou vermelhos e contêm o pigmento caroteno. Os plastídios não pigmentados ou leucoplastos incluem os amiloplastos, que sintetizam amido, os elaioplastos, que sintetizam gorduras ou óleos e alguns autores incluem os plastídios que sintetizam proteínas de armazenamento. ”
“Todos esses plastídios são derivados de corpos muito pequenos, os proplastídios, que estão presentes nas células de óvulo e nas células dos meristemas apicais. O desenvolvimento desses corpos em amiloplastos tem sido seguido, por exemplo, na coifa do milho. Os proplastídios podem sofrer cisão três ou quatro vezes. Os leucoplastos e os cromoplastos podem originar-se pela interrupção num estágio particular da sequência normal de desenvolvimento de um cloroplasto a partir de um proplastídio. Se o desenvolvimento de um proplastídio num cloroplasto é interrompido por ausência de luz, é formado um etioplasto.”
Os cloroplastos estão relacionados com reações energéticas dentro da célula, síntese de lipídeos, fotossíntese, entre outras atividades. Esse plastídio é delimitado por uma membrana dupla semipermeável, a mesma contém o estroma (matriz incolor) que, geralmente, possui grãos de amido.


Os cromoplastos têm menor conteúdo de clorofila, portanto têm menor atividade fotossintética. [1] A cor vermelha do tomate maduro se deve a presença de cromoplastos, cujo pigmento vermelho (licopeno) pertence ao grupo dos carotenoides.

Imagem do fruto de Solanum lycopersicum

Os amiloplastos produzem e são reservatórios de grandes quantidades de amido. São abundantes nas raízes e nos tubérculos de certas plantas. Esses plastídios são desprovidos de ribossomos, tilacóides e pigmentos.



Fotomicrografia dos cromoplastos de roseira. 400x
Fotomicrografia de cromoplastos de uma pétala de Forsyth sp. em microscopia eletrônica de transmissão. Os cromoplastos contém inúmeras gotículas de lipídios que são eletrodensas , onde está armazenado o pigmento responsável pela coloração da pétala. (DE ROBERTIS JR. , ano????)




 



Aminoplastos do saco embrionário de soja (Glycine max) em microscopia eletrônica de transmissão. As estruturas arredondadas e claras são grãos de amido, e as estruturas menores e mais densas são gotículas de lipídios.(DE ROBERTIS JR. , ano????)





Alunos: Brendo, Helen, Camila e Claudinéia.



Indice de Herbários


Indice de Herbários: um diretório global de Herbários Pública e pessoal associado


     Durante os últimos três séculos, os cientistas documentaram planta da terra e diversidade de fungos através de espécimes de referência secos mantidos em coleções conhecidas como herbários. Há aproximadamente 3.400 herbários no mundo de hoje, com cerca de 10.000 associados curadores e especialistas em biodiversidade. Coletivamente herbários do mundo contêm cerca de 350.000.000 exemplares que a vegetação documento da Terra nos últimos 400 anos. Índice Herbariorum é um guia para este recurso crucial para a biodiversidade ciência e conservação. 

     O Índice de Herbariorum entrada (IH) para um herbário inclui sua localização física, o endereço Web, conteúdo (por exemplo, número e tipo de amostras), história e nomes, informações de contato e áreas de especialização do pessoal associado. Somente aqueles que são coleções permanentes repositórios científicos estão incluídos no IH. Novos inscritos devem demonstrar que sua coleção é grande (geralmente 5.000 exemplares mínimo), acessível aos cientistas e ativamente gerenciados. Cada instituição é atribuído um identificador permanente único na forma de uma letra de código 4-8, uma prática que remonta à fundação do IH, em 1935. 

     As primeiras seis edições do Índice Herbariorum foram publicados pela Associação Internacional para a Taxonomia Vegetal nos Países Baixos (1952-1974). Dr. Patricia Holmgren, então diretor do New York Botanical Garden, atuou como co-editor da edição 6, e posteriormente se tornou o editor sênior da IH. Ela supervisionou a compilação dos volumes impressos 7 e 8, e Dr. Noel Holmgren, um cientista na equipe NYBG, supervisionou o desenvolvimento do banco de dados IH, que tornou-se disponível on-line em 1997. Em setembro de 2008, Dr. Barbara M. Thiers, Director do Herbário NYBG, tornou-se o editor de IH. 




Referências:

Thiers, B. Índice Herbariorum: Um diretório global de herbários públicos e pessoal associado. Herbário Virtual de Nova York Botanical Garden. http://sweetgum.nybg.org/ih/~~V Acesso em 01/07/2012.