domingo, fevereiro 12, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Herbário da Universidade de Coimbra



     O Herbário do Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra (sigla internacional: COI) possui uma coleção de cerca de 700.000 exemplares (isto é, folhas de herbário) , ou seja é a maior do país e a segunda maior da Península Ibérica. O Herbário e o Departamento de Botânica de que faz parte estão alojados no edifício que foi o Colégio de São Bento (séc. 16). Júlio Henriques, diretor do Jardim Botânico nos séc. 19-20, iniciou o Herbário o qual, à altura da sua aposentação (1918), tinha já dimensões consideráveis. A atual disposição e organização do Herbário foram dadas por Abilio Fernandes nos anos 1943-60 em duas áreas disjuntas do Colégio de São Bento onde está alojado o Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra.


Fonte: http://www.uc.pt/herbario_digital/herb_uc

O Herbário COI é constituído por :

1. a maior coleção em Portugal de plantas do mundo;
2. plantas Africanas (ex-colónias e outros países), coleção especialmente valiosa;
3. de longe a maior coleção de material de herbário de Portugal Continental;
4. Herbário histórico de Moritz Willkomm (1821-1895), professor em Praga, coautor da primeira Flora da Península Ibérica, só agora atualizada com a publicação da obra Flora ibérica editada em Espanha. Esta coleção, conservada numa sala separada, é particularmente valiosa pelo número de exemplares tipo que possui;
5. coleção de Crytogamia especialmente valiosa pelos seus Fungos e Líquens pois possuímos um número apreciável de exemplares tipo;
6. coleção valiosa de duplicados para troca de material com as melhores instituições estrangeiras da especialidade;
7. herbários históricos sob a forma encadernada;
8. coleção única e histórica de Rubus do especialista Henri Sudre (1862-1918) no qual baseou a sua obra Rubi europae (1908-1913);
9. um Seminário (coleção botânica de sementes) de 3072 espécies, todas identificadas;
10. uma coleção carpológica (de frutos) complementar a muitos exemplares de herbário. 

     Além disso o herbário também disponibiliza o que é chamado de herbário online, no qual encontramos dispostos muitos exemplares para consulta, alguns dos quais também possuem foto. Em que encontramos 34210 exemplares disponíveis, dos quais apresentam 1279 imagens disponíveis.

Vídeo de apresentação do Herbário.


Referências: 

Herbário da Universidade de Coimbra- http://www.uc.pt/herbario_digital/herb_uc , Acesso em: 09/01/2012. 

Vídeo de apresentação - http://www.youtube.com/watch?v=MCb1NzEE0oE&feature=player_embedded Acesso em : 09/01/2012.

sábado, fevereiro 11, 2012 3 comentários By: Lorena Benck

CLASSIFICAÇÃO DE FRUTOS - Quanto ao número de ovários de origem.

     De acordo com Vidal & Vidal (2007), podem ser divididos nos seguintes grupos de acordo com o números de ovários de origem: 

FRUTOS SIMPLES: resultam de um ovário apenas, de uma só flor (seja monocárpicos ou sincárpicos). Podem ser secos ou carnosos, uni a multicarpelares, deiscentes ou indeiscentes. Ex: legume (monocárpico), hesperídeo (sincárpico).

FRUTOS MÚLTIPLOS: ou agregados, resultam dos diversos ovários de uma flor dialicarpelar (apocárpicos). Cada ovário originando um aquênio ou uma drupa ou um folículo etc, ex: framboesa, morango.

FRUTOS COMPOSTOS: ou infrutescências, resultam da concrescência dos ovários das flores de uma inflorescência, ex: abacaxi.

     Classificação segundo Souza (2003):

FRUTOS SIMPLES (eucarpo de Hertel, 1959): classe de frutos unicarpelares ou plurigamocarpelares (gineceu sincárpico) das Magnoliophyta (Angiospermae), originados somente do ovário das flores. As flores que originam os frutos simples podem estar isoladas ou reunidas em inflorescências, o que não impede o desenvolvimento individual e independente de cada fruto. Há plantas que possuem inflorescência com muitas flores, que originam um ou dois frutos por inflorescência, como em Acacia paniculata (unha-de-gato).

FRUTOS MÚLTIPLOS (telocarpo de Hertel, 1959): classe de frutos de Magnoliophyta (Angiospermae) provenientes de inflorescências. São originados de ovários, de outras partes florais e do eixo da inflorescência, que pode tomar-se expandido e suculento. Os frutos múltiplos são também denominados infrutescências. São exemplos: Morus nigra (amora), Fícus carica (figo), Ananas sarivus (abacaxi) e  Artocarpus heterophyllus  (jaca).

FRUTOS AGREGADOS (paracarpo de Hertel, 1959): classe de frutos de Magnoliophyta (Angiospermae) oriundos de uma única flor com gineceu apocárpico ou pluridiacarpelar. Os carpelos livres, pertencentes à mesma flor, formam “frutéolos", que permanecem reunidos no receptáculo floral, geralmente desenvolvido. Os “frutéolos” são sempre provenientes de ovários súperos ou, pelo menos, livres. São exemplos os frutos de Aspidosperma pobmeuron (peroba-rosa) e Fragaria vesca (moranguinho).

ESQUIZOCARPOS (schizein = fender; karpos = fruto): classe de frutos bicarpelares ou pluricarpelares de Magnoliophyta (Angiospermae) originados somente do ovário das flores. Apresentam apenas uma semente por lóculo ou carpelo. Decompõem-se em fragmentos designados mericarpos (meti = parte, pedaço) cada um dos quais corresponde a um carpelo. Os mericarpos podem ser deiscentes ou indeiscentes na maturidade. 


Observação:

     Frutos agregados e frutos mútiplos são um conjunto de frutos simples, que podem ser identificados individualmente, de acordo com suas características.

     Os frutos que não se originam do crescimento do ovário, mas derivam do desenvolvimento de estruturas como o hipanto (maçã), bem como o conjunto de frutos que forma os frutos múltiplos e os agregados, costumam ser chamados de pseudofrutos.

Fontes: 
HERTEL, R.J.G. Contribuição para a fitologia teórica. II. Alguns conceitos na carpologia. Humanistas, Curitiba, 1959. 
SOUZA, L. A. Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântulas. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2003. 259p.il. 
VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il.

http://www.professores.unisanta.br 
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Morfofisiologia_vegetal/morfovegetal12.php
quarta-feira, fevereiro 08, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Cursos promovidos pelo INCT-Herbário Virtual

Caros Leitores,

Informamos nova oferta de cursos promovidos pelo INCT-Herbário Virtual

1) “Diversidade e taxonomia das Lycopodiaceae Neotropicais”.

O Dr. Benjamin Oellgaard, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Aarhus, Dinamarca, estará visitando o Jardim Botânico do Rio de Janeiro no período de 31 de janeiro a 01 de março de 2012 e na oportunidade vai ministrar uma disciplina para a pós-graduação, durante uma semana (a ser definida).

2) “Ecological, taxonomic and molecular aspects of the mycorrhizal symbiosis”.

 A Dra. Paula Bonfante, do Dipartimento di Biologia Vegetale dell’Università de Torino, Itália, visitará o Departamento de Micologia da UFPE no período de 04 a 19 de fevereiro d e 2012 e de 07 a 10 ministrará uma disciplina para a pós-graduação.

3) “Diatomeas (Chromalveolata, Heterokontophyta) comunes en agua dulce: introducción a su taxonomía y ecología”.

O Dr. Eduardo Morales, Curador do Herbário de Criptógamos da Universidad Catolica Boliviana (Cochabamba, Bolívia) e Pesquisador do Patrick Center for Environmental Research, The Academy of Natural Sciences (Philadelphia, Pennsylvania, USA) vai ministrar curso para a pós-graduação no Museu
Nacional, RJ, no período de 05 a 18 de março de 2012. Taxa: R$ 150,00 para cobrir parte dos gastos de microscopia eletrônica.


Maiores informações no site do INCT - Herbário Virtual da Flora e dos
Fungos (http://inct.florabrasil.net/)
segunda-feira, fevereiro 06, 2012 0 comentários By: Lorena Benck

Cipsela ou Aquênio?

     Há várias décadas, pesquisadores renomados da área de Botânica em âmbito mundial, caem em contradição quando o assunto se refere à classificação botânica de frutos da familia Asteraceae, sendo a pergunta mais frequente: Cipsela ou Aquênio? 

     Porém,  mesmo sendo muito confundido entre um e outro, os frutos cipsela e aquênio possuem as suas diferenças. 

     Após serem feitos análises históricas e anatômicas com os dois frutos, os pesquisadores concluíram que há fundamentos técnicos para considerar a cipsela e o aquênio como diferentes tipos de frutos, já que os aquenios são formados apenas a partir de ovários súperos caracterizando Plumbaginaceae e a cipsela originária de ovários ínferos considerada uma Asteraceae. 

     Sendo assim, não há mais como fazer o uso indiscriminado dos termos já que existem argumentos que justifiquem a adoção de um termo em detrimento do outro e, sendo a diferença básica morfológica relacionada com a posição do ovário, uma característica facilmente observada mesmo em frutos maduros.

Fonte: foto cedida pela Prof. Dalva Cassie Rocha.

Fonte: foto cedida pela Prof. Dalva Cassie Rocha.
(1) Papus, vestígios do cálice floral que são transformados em estruturas filiformes e auxiliam na dispersão anemocórica dos frutos.

     Para mais informações, disponibilizaremos logo abaixo o link do artigo científico ``Cipsela ou Aquênio? Delimitação terminológica considerando aspectos anatômicos e históricos``, que trás as diferenças mais aprofundadas entre esses dois tipos de frutos:


Fonte:
Marzinek, J., Paula, O. C., Oliveira, D. M. T. Cipsela ou Aquênio? Delimitação terminológica considerando aspectos anatômicos e históricos. Rev. bras. Bot. vol.31 no.3. São Paulo, Julho/Setembro de 2008.
domingo, fevereiro 05, 2012 0 comentários By: Micheli Gabardo

Fototeca



     A Fototeca reúne uma coleção de fotografias de plantas com valor histórico, por ser tipo nomenclatural ou estar citado nos trabalhos clássicos do século passado. 

     Como exemplo de Fototeca temos a fototeca do Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro onde está representada por 9.000 fotos de Tipos Nomenclaturais e de coleções históricas que ilustram a flora brasileira, as quais encontram-se depositadas nos diversos herbários do mundo, em especial nos da Europa. 

     Além disso os herbários tendem a armazenar fotos do seu acervo, muitas das quais encontram-se disponíveis ao publico em alta definição, para evitar assim o contato manual com o acervo, o que evita muitas vezes a contaminação do material. 

     Temos os chamados herbários virtuais, por meio dos quais podemos consultar parte do acervo. Como exemplo de um herbário virtual em funcionamento podemos citar o Herbário virtual da Universidade de Coimbra, a qual disponibiliza em forma de pesquisa as informações sobre as exsicatas de seu acervo.


     Como resultado da pesquisa feita no site obtemos as seguintes informações referentes a foto acima, Taxon name: Alisma plantago-aquatica, Barcode: 30746, Collector: Tavares, J. Collector number: s.n, Date: 1905/07/00. Apesar de o herbário disponibilizar as informações das plantas, nem todas possuem a imagem também disponível.




Referências 

Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro-http://www.jbrj.gov.br/colecoes/herbario/index.htm. Acesso em 20/01/2012.

Herbário virtual da Universidade de Coimbra- http://www.uc.pt/herbario_digital/herbarioonline/herbario_online, Acesso em 05/01/2012.


sábado, fevereiro 04, 2012 0 comentários By: Lorena Benck

CLASSIFICAÇÃO DE FRUTOS - Quanto ao número de carpelos.

     Classificação de Vidal & Vidal (2007) quando ao número de carpelos num fruto: 

1) Monocárpicos- provenientes de gineceu unicarpelar, ou seja, formado por um único carpelo que dará origem a um único fruto por flor;

2) Apocárpicos- provenientes de gineceu dialicarpelar, ou seja, formado por diversos carpelos livres que dará origem a diversos frutos em uma mesma flor;

3) Sincárpicos- provenientes de gineceu gamocarpelar, ou seja, formado por diversos carpelos fundidos que dará origem um único fruto;

     Segundo Souza (2003), temos os seguintes exemplos de frutos seguindo a classificação anterior:


1) Unicarpelares:


   Legume - fruto simples, seco, unicarpelar, uniloculado, pluri ou unispérmico (muitas ou uma semente), com deiscência biscida (abre-se por duas fendas longitudinais, ao longo da sutura ventral e da nervura dorsal), bivalvo. É o fruto típico das espécies da família Fabaceae.

   Folículo - fruto simples, seco, unicarpelar, uniloculado, uni ou plurispérmico, deiscente por uma única fenda, ao longo da sutura ventral ou da nervura dorsal, univalvo.

   Utrículo – fruto simples, seco, unicarpelar, uniculado, unispérmico, com deiscência irregular, longitudinal ou transversal.


2) Pluricarpelares:

   Síliqua - fruto simples, seco, proveniente de ovário súpero, bicarpelar, com os dois carpelos unidos em todo o contorno pela placenta (replum), plurispérmico, eventualmente unispérmico, com deiscência longitudinal (duas fendas), placentífraga. O replum é persistente e pode ser aberto, como nas espécies de Chelidonium e Cleome, ou apresentar-se com membrana totalmente fechada, observado em espécies de Arabis e Lunaria, ou fenestrado, como em Cochlearia. O fruto ocorre nas famílias Brassicaceae, Papaveraceae e Capparidaceae.

   Cápsula - fruto simples, seco, proveniente de ovário súpero ou ínfero, pluricarpelar e plurispérmico. Abre-se por fendas longitudinais. Conforme a localização das fendas, a cápsula é classificada em: 

--- Cápsula loculicida - a fenda se produz ao longo da nervura mediana (linha dorsal); cada valva representa a placenta de dois carpelos e é ladeada por duas metades de carpelos contíguos; 

--- Cápsula septicida - a fenda se produz ao longo da sutura ou da linha de união dos carpelos (linha ventral); a valva corresponde a um carpelo completo; 

--- Cápsula septífraga - a deiscência se caracteriza fundamentalmente pelo fato de os septos serem divididos longitudinal e transversalmente em duas porções: uma interna (junto à columela) e outra externa (junto à parede do fruto). É um caso raríssimo e ocorre apenas em algumas Ericaceae; 

--- Cápsula mista ou biscida - é comum ocorrerem entre as cápsulas dois tipos de deiscência, de modo concomitante ou consecutivo. Assim, registram-se combinações entre loculicida e septifragia. 

   Opecarpo - fruto simples, seco, proveniente de ovário súpero ou ínfero, pluricarpelar, uni ou plurilocular, plurispérmico e com deiscência por meio de poros, os quais têm número, forma e localização predeterminados e constantes. 

   Pixídio - fruto simples, seco, proveniente de ovário súpero ou ínfero, bi ou pluricarpelar, uni ou plurilocular, plurispérmico; abre-se por fenda transversal na região superior do fruto, liberando um opérculo ("pequena tampa").




Fonte:
SOUZA, L. A. Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântulas. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2003. 259p.il. 
VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il. 
http://www.universitario.com.br/celo/topicos/subtopicos/botanica/anatomia_vegetal/flor/flor.html
http://docentes.esa.ipcb.pt/lab.biologia/disciplinas/botanica/morfologia.html

quarta-feira, fevereiro 01, 2012 0 comentários By: Anônimo

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