Classificação de Vidal & Vidal (2007) quando ao número de carpelos num fruto:
1) Monocárpicos- provenientes de gineceu unicarpelar, ou seja, formado por um único carpelo que dará origem a um único fruto por flor;
2) Apocárpicos- provenientes de gineceu dialicarpelar, ou seja, formado por diversos carpelos livres que dará origem a diversos frutos em uma mesma flor;
3) Sincárpicos- provenientes de gineceu gamocarpelar, ou seja, formado por diversos carpelos fundidos que dará origem um único fruto;
Segundo Souza (2003), temos os seguintes exemplos de frutos seguindo a classificação anterior:
1) Unicarpelares:
Legume - fruto simples, seco, unicarpelar, uniloculado, pluri ou unispérmico (muitas ou uma semente), com deiscência biscida (abre-se por duas fendas longitudinais, ao longo da sutura ventral e da nervura dorsal), bivalvo. É o fruto típico das espécies da família Fabaceae.
Folículo - fruto simples, seco, unicarpelar, uniloculado, uni ou plurispérmico, deiscente por uma única fenda, ao longo da sutura ventral ou da nervura dorsal, univalvo.
Utrículo – fruto simples, seco, unicarpelar, uniculado, unispérmico, com deiscência irregular, longitudinal ou transversal.
2) Pluricarpelares:
Síliqua - fruto simples, seco, proveniente de ovário súpero, bicarpelar, com os dois carpelos unidos em todo o contorno pela placenta (replum), plurispérmico, eventualmente unispérmico, com deiscência longitudinal (duas fendas), placentífraga. O replum é persistente e pode ser aberto, como nas espécies de Chelidonium e Cleome, ou apresentar-se com membrana totalmente fechada, observado em espécies de Arabis e Lunaria, ou fenestrado, como em Cochlearia. O fruto ocorre nas famílias Brassicaceae, Papaveraceae e Capparidaceae.
Cápsula - fruto simples, seco, proveniente de ovário súpero ou ínfero, pluricarpelar e plurispérmico. Abre-se por fendas longitudinais. Conforme a localização das fendas, a cápsula é classificada em:
--- Cápsula loculicida - a fenda se produz ao longo da nervura mediana (linha dorsal); cada valva representa a placenta de dois carpelos e é ladeada por duas metades de carpelos contíguos;
--- Cápsula septicida - a fenda se produz ao longo da sutura ou da linha de união dos carpelos (linha ventral); a valva corresponde a um carpelo completo;
--- Cápsula septífraga - a deiscência se caracteriza fundamentalmente pelo fato de os septos serem divididos longitudinal e transversalmente em duas porções: uma interna (junto à columela) e outra externa (junto à parede do fruto). É um caso raríssimo e ocorre apenas em algumas Ericaceae;
--- Cápsula mista ou biscida - é comum ocorrerem entre as cápsulas dois tipos de deiscência, de modo concomitante ou consecutivo. Assim, registram-se combinações entre loculicida e septifragia.
Opecarpo - fruto simples, seco, proveniente de ovário súpero ou ínfero, pluricarpelar, uni ou plurilocular, plurispérmico e com deiscência por meio de poros, os quais têm número, forma e localização predeterminados e constantes.
Pixídio - fruto simples, seco, proveniente de ovário súpero ou ínfero, bi ou pluricarpelar, uni ou plurilocular, plurispérmico; abre-se por fenda transversal na região superior do fruto, liberando um opérculo ("pequena tampa").
Fonte:SOUZA, L. A. Morfologia e anatomia vegetal: célula, tecidos, órgãos e plântulas. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2003. 259p.il.
VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il.
http://www.universitario.com.br/celo/topicos/subtopicos/botanica/anatomia_vegetal/flor/flor.html
http://docentes.esa.ipcb.pt/lab.biologia/disciplinas/botanica/morfologia.html

0 comentários:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.