Há várias décadas, pesquisadores renomados da área de Botânica em âmbito mundial, caem em contradição quando o assunto se refere à classificação botânica de frutos da familia Asteraceae, sendo a pergunta mais frequente: Cipsela ou Aquênio?
Porém, mesmo sendo muito confundido entre um e outro, os frutos cipsela e aquênio possuem as suas diferenças.
Após serem feitos análises históricas e anatômicas com os dois frutos, os pesquisadores concluíram que há fundamentos técnicos para considerar a cipsela e o aquênio como diferentes tipos de frutos, já que os aquenios são formados apenas a partir de ovários súperos caracterizando Plumbaginaceae e a cipsela originária de ovários ínferos considerada uma Asteraceae.
Sendo assim, não há mais como fazer o uso indiscriminado dos termos já que existem argumentos que justifiquem a adoção de um termo em detrimento do outro e, sendo a diferença básica morfológica relacionada com a posição do ovário, uma característica facilmente observada mesmo em frutos maduros.
(1) Papus, vestígios do cálice floral que são transformados em estruturas filiformes e auxiliam na dispersão anemocórica dos frutos.
Para mais informações, disponibilizaremos logo abaixo o link do artigo científico ``Cipsela ou Aquênio? Delimitação terminológica considerando aspectos anatômicos e históricos``, que trás as diferenças mais aprofundadas entre esses dois tipos de frutos:
Fonte:
Marzinek, J., Paula, O. C., Oliveira, D. M. T. Cipsela ou Aquênio? Delimitação terminológica considerando aspectos anatômicos e históricos. Rev. bras. Bot. vol.31 no.3. São Paulo, Julho/Setembro de 2008.


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