sábado, fevereiro 18, 2012 By: Lorena Benck

Partenocarpia.

     Font Quer (1953) afirma como sendo um fenômeno onde há a formação dos frutos sem a prévia fecundação dos gametas femininos pelos masculinos; os rudimentos seminais, portanto, não transformam sementes ou quando ocorre as sementes são vazias ou estéreis. A partenocarpia pode ser autônoma ou vegetativa, ocorrendo sem qualquer estímulo ou estimulada, quando se exige certa excitação do estigma pelo pólen (que não consegue fertilizar os rudimentos seminais) ou infecções fúngicas, parasitas ou através de outros estímulos.

    Diversos fatores podem influenciar na formação de frutos partenogenéticos, como: condições de temperatura, polinização por uma espécie geneticamente distante, propensão à poliembrionia, etc. Experimentalmente, a partenogênese tem sido conseguida de várias formas, porém, segundo Chiarugi (1936), o melhor método para a indução da partenogênese haplóide é a polinização por uma espécie geneticamente distante, capaz de induzir partenocarpia, mas não fertilização. 

     Segundo Vidal & Vidal (2007), partenocarpia compreende ao desenvolvimento do fruto sem que haja fecundação, onde os frutos das gimnospermas não são classificados como verdadeiros frutos, e daí não estarem incluídos aqui. Se os considerássemos como tais, seriam classificados como infrutescências: gálbula (ciprestes) e estróbilos (pinheiros). 

    Mendes (1946) define a partenogênese como sendo o processo pelo qual um embrião se desenvolve de uma oosfera haplóide ou diplóide sem qualquer fusão de núcleos ou de células, tem sido constatada nas mais diversas plantas que, normalmente, se reproduzem por via sexuada e onde, portanto, a meiose e a fertilização são ocorrências normais.

Fontes:
CHIARUGI, A. La partenogenesi nelle piante superiori e la sua importanza per le indagini sulla loro constituzione genética. Boll. Soc. Ital. Biol. Sper., 9: 1182-1207. 1934. Cit. Em The Experimental Production of Haploids and Polyploids. Imperial Bureau of Plant Genetics. 28 pgs. 1936. 
FONT QUER, P. Diccionario de Botánica. Barcelona: Ed. Labor, 1953. 1244p. il. 
MENDES, A. J. T. Partenogênese, partenocarpia e casos anormais de fertilização em Coffea. Bragantia [online]. 1946, vol.6, n.6, pp. 265-272. ISSN 0006-8705. 
VIDAL, W. N.; VIDAL, M. R. R. Botânica – organografia: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos – 4ª Ed. Viçosa: Editora UFV, 2007.124p. il.

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